Faltando poucos dias para confirmar se reinicia em setembro, o governo estadual ainda nem realizou a licitação para compra do álcool em gel, a ser distribuído para às escolas de seu sistema

PORTO VELHO – Quase cinco meses desde o dia em que baixou o primeiro decreto mandando suspender as aulas presenciais, e faltando poucos dias para confirmar se reinicia em setembro,  o governo estadual ainda nem realizou a licitação para compra do álcool em gel, a ser distribuído para as escolas de seu sistema, um item considerado fundamental pela Agevisa como fator preventivo à transmissão do coronavírus.

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Esse fato – a questão da licitação e compra do material, para depois fazer a distribuição – é mais uma preocupação para diretores, professores e alunos, temerosos de que o retorno às escolas possa representar um problema mais sério atingindo justamente os profissionais de Educação e seus alunos. “O governo precisa urgente falar, reunir com os interessados, mas isso não acontece”, disse ontem um professor da rede estadual.

Mas as queixas não vêm só da área pública. De acordo com informação colhida junto ao Sindicato das Escolas Particulares, o governo também não fala com esse segmento que representa perto de 50 estabelecimentos de ensino em todo o Estado.

É o que diz Augusto Pellúcio, presidente do Sindicato: “pedimos uma audiência com o governador dia 30/3, mas até agora não conseguimos conversar sobre educação com o governo. O governador agendou uma reunião com as escolas particulares há 15 dias, mas adiou e não marcou nenhuma nova data. Portanto, governo tem prorrogado os prazos sem ao menos conversar com o setor”.

“O Sinepe, sempre buscou abertura para dialogar com o governo. Com a Seduc, sempre conseguimos dialogar. Algumas faculdades particulares, colocaram à disposição da Seduc, laboratórios de informática com internet para aqueles alunos que tem dificuldades de acesso. Mas, infelizmente, não temos conseguindo conversar amplamente com outras secretarias e com o próprio governador sobre a educação”, disse o presidente.

Pellúcio acrescenta: “na visão das escolas particulares, a retomada precisa acontecer, mas apenas para as famílias que querem e precisam, a escola sempre foi o segundo lar das famílias, já estamos preparados para acolher as famílias que optarem pelo atendimento presencial. As creches, estão autorizadas para crianças até três anos, com várias limitações, desde 14 de maio. Algumas creches já voltaram a funcionar”.

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