Candidato vai estimular iniciativas e criar ambiente propício a soluções inovadoras para desafios e problemas da cidade, por meio de “startups”

PORTO VELHO – “A geração de emprego e renda para a juventude é um desses temas do cotidiano que só ganham relevância em épocas eleitorais. E, mesmo assim, recorrentemente tratado de forma simplista, incapaz de convencer a massa mais crítica, pela banalização da promessa”. A reflexão é do candidato a prefeito pela coligação “Porto Velho em boas mãos”, Vinícius Miguel, que defende o incentivo e estímulo oficial à economia criativa.

O candidato pretende criar um organismo, possivelmente ligado à Secretaria de Indústria e Comércio, específico para gerir as políticas voltadas para a chamada ‘Geração Y’.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec), que mapeou em profundidade um grupo de estudantes, revelou que os jovens nascidos nos anos 80 e 90, contemporâneos da revolução digital, são inquietos e querem crescer rápido na carreira. São especialistas em lidar com tecnologia, usam mídias sociais com facilidade, sabem trabalhar em rede e estão sempre conectados. São a Geração Y.

Em algumas capitais brasileiras, como Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, o impacto da evolução da economia criativa fez, no mínimo, dobrar o número de empregos e, ainda assim, considerou-se que esse valor ainda é muito pequeno perto do potencial que existe para o desenvolvimento do setor, formado por pessoas jovens, na sua maioria abaixo da média de todo o mercado de trabalho nacional, que é e 36 anos. Verificou-se também que quanto maior o grau de instrução, maior o salário, como é percebido principalmente nas categorias de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Arquitetura.

Em 2012 o Brasil criou a Secretaria de Economia Solidária, vinculada ao Ministério da Cultura, mas o município de Porto Velho jamais buscou desenvolver projetos inclusivos que pudessem ser apoiados pela secretaria, apesar do amplo leque de setores incentivados, que são: artes cênicas, música, artes visuais, literatura e mercado editorial, audiovisual, animação, games, softwares aplicados à economia criativa, publicidade, rádio, TV, moda, arquitetura, design, gastronomia, cultura popular, artesanato, entretenimento, eventos e turismo cultura.

Vinicius Miguel propõe ainda criar o Fundo Municipal de Inovação e Tecnologia, cuja proposta tem por objetivo estimular iniciativas para geração de um ambiente propício ao desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios e problemas da cidade, por meio de “startups”.

“Estamos falando de um setor com todas as possibilidades de crescer num ambiente adverso, de crise econômica. Além disso, geralmente o conceito de economia criativa está diretamente ligado à sustentabilidade”, diz o candidato Vinícius Miguel, um jovem advogado, professor universitário, doutor em ciências sociais e, numa definição bem ‘sui generis’, ele próprio um representante bem-sucedido dessa Geração Y.

 

 

 

Fonte: Assessoria