Em boa hora o governador Confúcio Moura resolveu trocar o discurso político, natural em ato público onde o Estado entregou dez veículos para transporte escolar, para outro, aplicando um autêntico “puxão de orelha” na comunidade de pais. E não só do pequeno município de Cujubim, mas de todos do Estado.

Confúcio seguiu uma linha que há algum tempo este centenário Jornal vem defendendo: a necessidade dos pais deixarem de lado o seu lazer e se entranharem no dia-a-dia de seus filhos, na vida familiar, na escola etc.

O recado que Confúcio deixou naquela ocasião é simples: a sociedade como um todo tem de voltar para seus valores, deve atentar para a formação de novas gerações, recolocando na ordem do dia o conceito de que a família seja peça fundamental para a formação do futuro cidadão, deixando clara a distância entre a responsabilidade que o fator Família tem e o fator Escola tem.

Não há como negar que fatores externos acabaram gerando a situação atual em que a sociedade se debate, especialmente adolescentes. Mas é preciso notar que a formação do indivíduo vem de antes dessa fase, e esses jovens praticamente ficam entregues à própria sorte quando o assunto é sua formação.

Para muitos pais, e bota muitos nisso, entendem que o processo de formação dos filhos seja apenas na, e a, escola, relegando a importante função que têm o núcleo familiar, e o resultado é o que vivemos onde mérito, valor, respeito e civismo são descartados.

A fala do governador não se destinou apenas à comunidade cujubinense. Ela tem alcance muito maior, mas precisa ser multiplicada pelos próprios agentes comandados pelo próprio Confúcio Moura, e entendida pela sociedade, porque só assim vai vingar e proliferar.

Jornalista, escritor, presidente da Academia de Letras de Rondônia (Acler).