Por Lúcio Albuquerque*

Lúcio Albuquerque

PORTO VELHO – Contando desta segunda-feira até dia 29, quando se encerra o fevereiro bissexto, este fevereiro de 2020, sem dúvida, tem tudo para não ser facilmente esquecido, nesta época de informação rápida, em grande parte bem distante da verdade, mas que, por causa da velocidade e da falta de capacidade analítica de muita gente, e bota gente nisso no Brasil.

De repente, quem imaginava que o grande problema de doenças era o ebola africano, vem da ultra gigante da economia mundial, a China, mais precisamente de Wuhan, uma cidade que praticamente ninguém ouviu falar – apelidado pela OMS de “covid 19”, matando milhares de pessoas e, ao invés de pesquisar a denúncia de um médico provinciano a respeito da possível letalidade do vírus, o governo de partido único mandou prender o autor da denúncia, que a seguir morre vítima da doença. Será?

Em nosso país, a “grande imprensa” se liga em retornar à mídia o ex-presidente apontado por investigadores de diversos níveis como um dos responsáveis pelas mazelas que estamos vivendo, ou a esmiuçar situações que possam destruir a imagem do presidente eleito por maioria dos brasileiros, enquanto, a mesma “grande imprensa” tenta posar de guardiã da sociedade, mas, fora das verbas oficiais, faz apelo em busca de assinantes para sobrevier.

No Vaticano, o mesmo papa que não aceitou convite do governo brasileiro para vir às comemorações dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do que é considerado o “país mais católico do mundo”, mas foi a Cuba, um país comunista, em 2015, depois recebeu Maduro, da Venezuela, quando o país vivia enorme crise política; e recebeu de Evo Morales um Cristo numa cruz formada pelo símbolo maior do comunismo, a foice e o martelo. Mas Francisco não veio ao Brasil apesar do convite, para uma celebração imensa, alegando os problemas políticos devido ao processo de cassação de Dilma Rousseff. Será mesmo que foi falta de agenda?

No Governo atual, uma série de atos visando a reconstrução nacional são ignorados pela “grande imprensa”. Por exemplo, onde anda o “exército do Stedille”? Em mais de 25 anos um grupo de aproveitadores, com claro aval de quem estava no poder, usando de forma lamentável pessoas humildes e fácil de serem manobradas, invadiam áreas produtoras e laboratórios, causando prejuízos, sem serem molestados pelos que deveriam, conforme a Constituição, cumprir seu dever. Mas alguma notícia na “grande imprensa”?

Recentemente Bolsonaro fez uma colocação a uma jornalista e aí o mundo desabou.  Grupos de mulheres e outros protestaram, e estão protestando, os mesmos que se calaram quando o ex-presidente disse que gostava de “mulheres de grelo duro”, e também quando o mesmo cidadão desrespeitou a cidade de Pelotas, com um termo discriminatório àquela cidade gaúcha. Os guardiães da diversidade calaram. Afinal, foi “o cara” quem disse.

Agora mesmo, na questão envolvendo o Ceará, temos outras evidências de que se busca levar a crise para um lado que não se pode avalizar como verdadeiro. Pela segunda vez o governo do Ceará, desde que Bolsonaro assumiu, o mesmo governador incapaz de gerir a segurança pública da “terra de Iracema”, e que articula seguidamente contra o presidente, mas quando pede socorro é atendido sem restrições. De forma ultrarrápida.

No Ceará, um senador sobe num equipamento pesado, uma pá mecânica, e tenta invadir um quartel onde estão amotinados e suas famílias. Apesar de expor em risco de vida os que se encontravam pela frente, o espaço dado para o autor, do que a União Nacional dos Juízes Federais classificou de “tentativa de homicídio qualificado”, vem sendo maior que seus atos, numa clara tentativa de transformar o senador em vítima. A entidade dos juízes, que na representação foi clara em fazer as acusações citadas antes, destaca que a reação de quem atirou foi “legítima defesa”.

Vem mais por aí

Inté outro dia, se Deus quiser!

*É REPÓRTER