São perto de 870 mil veículos em todo o Estado. Mais de 260 mil apenas em Porto Velho. A frota cresce todos os anos. Não cresce na mesma proporção, contudo, o número de motoristas e condutores de motos habilitados. Até o ano passado, por exemplo, o Detran registrava apenas algo em torno de 660 mil habilitações. Se esses números estiverem certos, algo em torno de 210 mil  veículos estão andando irregularmente pelas ruas das cidades rondonienses, ou seja, 25 % de toda a frota.

Não se conhece o número aproximado de condutores que, sem habilitação, dirigem caminhões, carros ou pilotam motos, por toda a Rondônia. Mas há números que não podem ser escondidos. Os que se referem a atendimentos de acidentados no trânsito, por exemplo. No ano passado, o Pronto Socorro João Paulo II chegou a registar 50 vítimas de acidentes por dia e durante dias seguidos. Só em 2016, do total de 45 mil procedimentos que o João Paulo efetuou, perto de 17 mil foram em acidentados.

Em 70 % dos casos, as vítimas são motociclistas ou seus caroneiros. Há velhos, crianças, mulheres de todas as idades e muitos homens, a maioria deles jovens. Os que sobrevivem, ficam com graves sequelas para toda a vida. Não há estrutura de saúde pública que consiga suportar esses números inacreditáveis. Detran e Secretaria de Saúde assinaram convênio, essa semana, em que o órgão de trânsito repassará ao sistema estadual de saúde nada menos do que R$ 39 milhões, para ajudar no atendimento e tratamento de acidentados. Vai ajudar sim, mas estará longe de resolver.

 

 

 

 

 

 

Não há dinheiro suficiente que possa resolver esse terrível drama que nos assola e que causa pelo menos 55 mil vítimas fatais todos os anos, nas ruas, avenidas e rodovias de todo o Brasil.

A chacina do trânsito tem seu retrato dolorido jogado em corredores de hospitais superlotados, com cenas terríveis de gente que perdeu membros; que ficará aleijada para o resto de suas vidas; de famílias que terão que carregar para sempre a tragédia de conviver com alguém próximo mutilado.

Obviamente que as perdas de vidas são ainda piores. O número de mortos no trânsito de Porto Velho, das cidades rondonienses (agora não só nas áreas urbanas, mas também na zona rural) e em todas as cidades brasileiras é terrificante. Motoristas e motociclistas estão se matando nas ruas.

Tem que se começar agora, já, um grande projeto nacional a partir das escolas. Com o trânsito transformado em zona de guerra, como está, nenhum programa, nenhum investimento, nenhum pacote de medidas dará resultado. Precisamos de ruas e rodovias pacíficas e não de cemitérios, como o que temos hoje!

R$ 80 MIL PARA O NATAL

O Tribunal de Contas do Estado vai investir 80 mil reais na decoração de Natal de seu prédio, localizado na avenida Presidente Dutra, na região do CPA/Palácio Rio Madeira, área central da Capital. O edital para concorrência pública foi lançado e as propostas serão recebidas até o dia 31 deste mês. A contratação será para empresa especializada que possa ornamentar o prédio com cascatas de luzes; “strobos” luminosos; luzes cênicas e toda aquela parafernália necessária para que o local se torne um show de luzes, para o período do final do ano. A decoração será tanto para o edifício sede como para o anexo. Num momento em que os órgãos públicos estão sob pressão da sociedade para que contenham seus gastos, certamente o TCE-RO não se incluiu entre as instituições que estão sendo exigindo mais recursos, para suas manutenções. Gastar R$ 80 mil (o preço de dois carros populares) para alguns dias de festa natalina, apenas para iluminar o prédio, talvez não devesse ser a prioridade do Tribunal. Mas, enfim, cada um faz o que quer com o dinheiro que tem. Mesmo que seja dinheiro público…

PERIGO CONSTANTE

Só para ser ideia da situação e do caos no trânsito, um porto velhense que foi e voltou do centro ao Porto Velho Shopping, em pleno sábado de manhã, quando trânsito não é tão pesado, anotou inúmeras irregularidades. A mais comum foi a alta velocidade, praticada em ruas como a Carlos Gomes, Pinheiro Machado e Calama, entre outras, por onde ele passou. Ninguém, zero, respeitou uma velocidade que fosse ao menos razoável. Flagrou ainda pelo menos dez motoristas falando ao celular ou escrevendo mensagens, ao volante.

Detectou vários motoqueiros em altíssima velocidade, alguns com duas e até três pessoas na moto e ao menos um caso em que nem o motociclista e nem seu caroneiro estavam com capacete. Pelo menos dois motoristas passaram com o sinal vermelho e outro estava comendo enquanto dirigia. Em todos os trechos onde andou (incluindo algumas das principais avenidas da Capital), não viu u só agente de trânsito e igualmente nenhum PM. Uma viatura policial passou por ele, na Calama. E foi só. Tem solução para um trânsito como esse?

ENCONTRO DO G-4

Parecia um encontro de líderes mundiais, cercados de um aparato  que, proporcionalmente, parecia aqueles esquemas de segurança implantados durante os encontros do G-20, os comandantes dos 20 países mais ricos do mundo. Primeiro, chegaram os seguranças, que isolaram a área com cones. Depois chegou a frota: pelo menos quatro carros de luxo, entre os quais uma daquelas camionetes SVU, de última geração. Seguranças atentos quando as portas se abriram.

Dos carros pomposos desceram pelo menos quatro autoridades. Não exigiram tapete vermelho, mas desceram como se estivessem desfilando rumo ao palco para recebimento do Oscar. Não era artistas, nem figuras assim tão, vamos dizer…importantes. Eram apenas juízes do Tribunal Regional do Trabalho, que foram almoçar num restaurante do centro de Porto Velho. Ninguém lhes deu atenção. Um atento porto-velhense acompanhou toda a ridícula cena e postou a descrição nas redes sociais. Seria cômico, não fosse trágico!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OS SEM CASA

A segunda-feira vai começar com cenas de tristeza, lamúria e certamente algum tipo de confronto. Decisão judicial deu prazo final até esse dia 21, para que a polícia faça a desocupação  do Conjunto Cuniã. Abandonado há anos, pouco mais de que um esqueleto de um imóvel decente, os apartamentos foram invadidos por famílias pobres e miseráveis, que não têm onde morar.

No total, são 67 famílias (idosos, crianças, grávidas), que terão que cair fora do local. Serão ajudados pela Semur, a secretaria de regularização fundiária, que nada pode fazer, a não ser cumprir decisão judicial. Caminhões da Prefeitura e ajudantes serão contratados para ajudar a mudança dos pobres coitados. É mais um problema social, gerado pela incompetência, pela falta de responsabilidade, pelo desrespeito com a população.

Tivesse sido concluída dentro do prazo previsto e não abandonado, o conjunto hoje serviria de moradia para muita gente que não têm um teto. Atirado às traças, depois que o dinheiro público se esvaiu pelo ralo, o conjunto será demolido. É só um detalhe local, mas que simboliza bem a forma como este País trata o dinheiro público e, muito pior, como trata seus pobres. Lamentável!

 AÉLCIO E SEUS 93 MIL AMIGOS

Quem anda com a bola cheia é o deputado Aélcio da TV, que está em seu primeiro mandato como deputado, pela região de Porto Velho. No mês de abril passado, por exemplo, houve recorde de participações de internautas nas postagens do parlamentar. Nada menos do que 93 mil pessoas participaram com curtidas e comentários. Não é um número que se deva ignorar.

Em suas postagens, Aélcio não só faz prestação de suas atividades, como ainda comenta assuntos atuais; opina sobre várias questões de interesse da coletividade e até destaca aniversários de municípios e de eleitores, amigos e familiares. Temas tão complexos como a Reforma Eleitoral e a situação das escolas, tema a que ele tem dedicado grande parte do seu mandato e emendas, fazem parte das publicações. Aélcio também presta conta dos gastos do seu gabinete e anuncia que neste ano de 2017, economizará 1 milhão de reais dos cofres públicos, para destiná-los a benefícios, a instituições, entidades e escolas. Faz sucesso nas redes sociais, o parlamentar.

BOAS NOVAS AOS RIBEIRINHOS

O Barco Hospital da Prefeitura de Porto Velho que está abandonado há anos, vai voltar a navegar e ajudar principalmente a população que vive ao longo do rio Madeira e que não têm tido o atendimento que precisa. Uma emenda de 300 mil reais do deputado Jesuino Boabaid, via Assembleia Legislativa, será aplicada totalmente na recuperação do barco. A informação foi dada pelo secretário da Semusa, Alexandre Porto. O primeiro passo já está oficializado: a contratação de um engenheiro naval que vai fornecer o laudo necessário para informar o que há que se fazer para recuperar o barco, para então realizar uma concorrência pública que permita realizar todo o trabalho necessário.

É uma notícia das mais positivas, principalmente para os porto velhenses que vivem longe da zona urbana e têm grande dificuldade em chegar a postos de saúde. Não há prazo ainda para que a licitação seja realizada e nem sobre quando o barco vai voltar a atender o povão ribeirinho, mas as primeiras medidas para que isso aconteça estão sendo tomadas.

PERGUNTINHA

Se a eleição para o Governo do Estado fosse hoje e os candidatos fossem os que você já sabe que estão sendo citados como possíveis concorrentes, em quem você votaria?