PORTO VELHO – Está preso preventivamente o agente penitenciário Osiel Araújo Fernandes, que tentou assassinar o médico Gladson Siqueira, na manhã desta quarta-feira, no pátio do Cemetron.  O plano do agente – que se apresentou acompanhado de advogados e de colegas de profissão fortemente armados – era, com isso se livrar da prisão preventiva e responder a acusação de tentativa de assassinato em liberdade, mas analisando as circunstâncias em que o fato aconteceram, a delegada Leisa Loma de Carvalho, da Delegacia de Crimes Contra a Vida, considerou pedir a decretação da preventiva e foi atendida pelo Judiciário.

Com a decretação da preventiva, que pode ter prazo inicial de 180 dias ou ser prorrogada à critério do juiz, o acusado terá de aguardar o julgamento preso e não em liberdade, como tentaram seus advogados.

Experiente, a delegada não deu crédito às versões apresentados por Osiel e seus advogados. Para ela, “o agente agiu motivado por vingança, ao descobrir um caso extraconjugal da esposa”, explicou.

O agente argumenta que queria apenas dá um susto no médico, mas as versões ouvidas pela polícia das testemunhas que estavam no local confrontaram essa argumentação de Osiel.

Leisa Loma entendeu, então, estar presentes os fundamentos necessários à solicitação da prisão preventiva e teve seu entendimento corroborado pelo juiz.

Para a delegada, as investigações apontam que o agente teria tramado contra o médico depois que descobriu o caso extraconjungal. “As investigações deixaram bem claro que o infrator teria agido em razão de ter descoberto que a mulher dele tinha um caso extraconjugal com o médico, foi até o local onde o médico trabalhava, de posse de uma garrafa com soda diluída em agua, estava de posse de uma arma, acautelada pelo Estado, uma pistola .40, se aproximou da vítima, jogando essa água em toda a face da vítima”. O médico então tentou reagir e o agente efetuou disparos.

Na troca de tiros, Osiel foi baleado no ombro sem maiores gravidades. Ele já está recolhido ao sistema prisional, vigiado pelos próprios colegas de serviço.

Até a manhã desta quinta-feira, doutor Gladson Siqueira continua internado para se recuperar dos problemas provocados pela ingestão e das queimaduras provocadas pelo ácido jogado pelo agente Osiel.