O Sindicato dos policiais penais vem apontando a necessidade de ajustes nas instalações, em grades, muros, tetos, janelas, alambrados, além da instalação de câmeras de monitoramento em pontos mais vulneráveis dos presídios

PORTO VELHO – Policiais penais conseguiram evitar uma fuga em massa na noite desta quarta-feira, 8, no presídio Urso Branco, em Porto Velho. A unidade possui uma população carcerária de cerca de 500 presos e o plano de fuga envolvia a interligação das celas. Já havia buracos que dariam passagem entre as celas F-5, F-6 e F-7 do Pavilhão F. Os sete policias que estavam de plantão, na carceragem, agiram rápido e frustraram os planos dos criminosos.

A presidente do sindicato da categoria (Singeperon), Daihane Gomes, enalteceu a ação dos policias penais e destacou que a interceptação de movimentações ligadas à planos de fuga faz parte da rotina desses servidores, mas afirma que as ocorrências vêm sendo mais frequentes. “Esses servidores vêm frustrando planos de rebelião e impedindo fuga em massa, como verdadeiros heróis, fazendo praticamente o impossível para manter a ordem nos presídios estaduais com diversas falhas na segurança e estruturas precárias”, ressaltou.

Outros casos

Recentemente a imprensa noticiou cinco tentativas de fuga em menos de uma semana na Casa de Detenção de Pimenta Bueno. Inclusive, uma das paredes deste presídio é o próprio muro, que foi construído há mais de 30 anos – um buraco já dá acesso direto ao lado de fora, e as guaritas, mal planejadas, ficam do lado de dentro da unidade.

Outro episódio aconteceu no último dia 2, quando cinco apenados tentaram fugir do presídio de Machadinho D’Oeste, por volta das 10 horas, durante o banho de sol. E na noite do dia anterior, os policiais penais evitaram uma fuga em massa na Penitenciária Jorge Thiago Aguiar Afonso, em Porto Velho, conhecida como 603. Já havia uma escavação avançada de um túnel.

Soluções

O Singeperon vem oficiando ao governo estadual, pedindo ação urgente para solucionar as falhas de segurança nos estabelecimentos prisionais, bem como os problemas estruturais e a falta de segurança externa; a entidade já fez vistorias e encaminhou à Secretaria de Justiça (Sejus) relatório com o mapeamento dos pontos mais críticos.

O Sindicato aponta a necessidade de ajustes nas instalações, em grades, muros, tetos, janelas, alambrados, além da instalação de câmeras de monitoramento em pontos mais vulneráveis. “Essas falhas na segurança acabam motivando os presos a empreenderem planos de fuga, em vista da vulnerabilidade dessas unidades”, completou a presidente do sindicato.

Fonte: Assessoria