RONDÔNIA – Descendente de pai boliviano e mãe brasileira, Rosmilda Ribeiro Gushy Mota nasceu em Guajará-Mirim no ano de 1957 e cresceu andando pela rua do bairro Tamandaré. Aos 13 anos, após o falecimento de sua mãe, ela veio a Porto Velho e traçou sua trajetória, entrando no Governo. O ano era de 1977 quando viu no jornal Alto Madeira, o edital para concurso do Governo para antigo o Território de Rondônia, sendo o último dia de inscrição da qual ela conseguiu fazer. Segundo ela, tudo que garantiu foi com muito esforço, ainda mais sem a mãe, que era sua principal motivadora no estudo.

A técnica tributária da Sefin tomou posse em 1978 aos 20 anos de idade, quando Rondônia ainda era Território

 

Hoje, com 63 anos, Rosmilda é técnica tributária e tomou posse aos 20 anos de idade. De acordo com a servidora, o concurso que participou aconteceu no final do ano, especificamente em outubro, já a posse foi dada posteriormente em 1978. Conforme ela, no dia de sair a lista de aprovado, que era fixado no painel em um corredor qualquer, foi junto a uma amiga, ambas estavam ansiosas para saber o resultado do seu primeiro concurso.

“Quando chegamos lá, eu e minha amiga Lurdinha, fomos juntos para ver se tínhamos sido aprovadas, estavamos muito ansiosas. Minha amiga já tinha terminado o segundo grau e eu ainda estava no último ano. Quando chegamos lá, como era em ordem alfabética, primeiro vimos o nome dela e depois mais abaixo o meu. Nossa, foi um dia muito bom, saímos de lá felizes”, comenta.

Rosmilda trabalhou por muitos anos na agência de rendas com atendimento ao público, mas em novembro de 1986, de acordo com o edital nº 134, publicado no Diário Oficial de Rondônia 1195, respaldado no artigo 39 da lei complementar de número 0284, ela foi enquadrada no grupo ocupacional de tributação, arrecadação e fiscalização na categoria funcional de agente de arrecadação, hoje técnica tributária na Secretaria Estadual de Finanças (Sefin).

Para a servidora, quando ingressou no Governo tudo era muito novo, mas graças à disponibilização de dois cursos – um de planejamento, outro de tributação –, antes de ser contratada e entrar em exercício, ela se preparou bem. Uma das exigências do concurso era ter no mínimo dois anos de trabalho de administração tributária e o segundo grau completo.

A técnica tributária comenta que antes do surgimento e evolução da tecnologia, o trabalho feito nos setores da Sefin era manual, inclusive o primeiro código do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) foi ela que ‘bateu’ na máquina de escrever. Mas com a inserção da tecnologia, um curso de computação foi proporcionado para os funcionários a fim de se atualizarem, o qual a servidora participou.

Ao falar sobre sua profissão, Rosmilda admite gostar muito do que faz, por isso ainda continua trabalhando. “Eu estava pensando em entrar com os papéis da aposentadoria neste final de ano, mas devido à pandemia, como passei meu tempo praticamente em casa, percebi que é muito tempo livre do que estava acostumada, então ainda estou avaliando”, pondera.

A servidora continua trabalhando por opção, pois segundo ela ficar em casa, causa ansiedade e a deixa deprimida. “Ficar em casa na primeira semana foi bom, pois estava muito cansada. Mas depois de muito tempo assim, eu sinto falta de me arrumar, de ver os contribuintes e meus colegas de trabalho. Ficar em quarentena foi difícil, passei alguns dias deprimida, mas para me animar procurei buscar um hobby, como cuidar das plantas de casa, e até que funcionou”, pontua.

Aproveitando a oportunidade da chegada do Dia do Servidor, a técnica tributária relembra momentos alegres como servidora pública. De acordo com ela, na época da gestão do governador Jorge Teixeira, quando Rondônia deixou de ser território e passou a ser Estado, era comum os servidores públicos comemorarem a data com festa. Mesmo que hoje não seja mas assim, ela ainda se sente muito feliz pelo seu desempenho e ainda reforça a importância do papel do Servidor Público para a sociedade.

“O servidor é uma peça chave que movimenta todo o Governo, eu gosto e considero uma função gratificante. Poder contribuir com a sociedade e servir o próximo, por meio de atendimentos, é o que satisfaz. Então neste dia, todos devem se orgulhar, se sentir feliz, como também comemorar o nosso dia”, conclui.

 

 

 

Fonte
Texto: Emanuelle Pontes
Fotos: Daiane Mendonça
Secom – Governo de Rondônia