adde2f78-6835-4366-aa31-3fe70e8af0efNa manhã desta sexta-feira, 06, o novo Secretário de Saúde, Marcos Aurélio Vasques, que foi Secretário de Saúde de Cacoal, falou à imprensa de Vilhena sobre a situação em que a administração anterior entregou a pasta a prefeita Rosani Donadon.

Antes mesmo da coletiva marcada para as oito horas, Vasques precisou comparecer a uma reunião com o Sindsul que novamente estava próximo de anunciar uma greve na saúde devido a atrasos nos salários referentes ao mês de dezembro.

Segundo o Secretário, a situação em que se encontra hoje a pasta caberia até mesmo um decretação de emergência ou até mesmo calamidade, mas a prefeita Rosani Dondadon optou por não o fazer para que não aja margem para se pensar que essa seria uma artimanha para evitar licitações o que cabe em situações de emergência, mas até mesmo devido as recentes denuncias de fraudes licitatórias, a equipe administrativa da prefeitura de Vilhena optou por buscar outros métodos para sanar a curto, médio e longo prazo o caos que se instaurou.

Sobre os salários dos servidores, a folha de pagamento de dezembro não foi quitada, tendo em caixa para pagamento um milhão e sessenta mil reais, a prefeita então usará mais um milhão duzentos e quarenta mil reais do fundo de repatriação para o pagamento da folha que é de dois milhões e trezentos mil reais. Para isso será convocada uma sessão extraordinária na Câmara de Vereadores para a transferência desse valor.

Mesmo com o pagamento da folha ainda ficarão para trás ipmv e imposto de renda que foram descontados, mas não foram pagos.

Em relação ao Hospital Regional, o Secretário informou que existe uma deficiência de médicos, material hospitalar e medicamentos, chegando ao ponto de que em alguns dias pode até mesmo acabar o estoque de soro.

Uma das maiores criticas de Vasques foi a total falta de controle na saída e entrada de entrada medicamentos. Todos os materiais e insumos eram dispensados sem nenhum tipo de controle e regulamentação.

Foram encontrados na pasta até mesmo prédios locados, mas sem nenhum contrato de aluguel, onde era feito apenas um reconhecimento de dívida para pagamento da locação.

Além de todas as faltas ainda averiguado que a pasta possui 10 milhões de reais em caixa destinados a compra de veículos, maquinas e reformas, mas que por algum motivo não foram usados para investimento na saúde. Agora a missão da pasta é de no prazo de seis meses possa reequipar todas as unidades de saúde.

O próprio Secretário falou sobre uma prática recorrente que ocorre no Regional em que funcionários de laboratórios privados, atuam dentro do hospital fazendo coletas de materiais dos pacientes e fazendo cobranças.

Uma das prioridades é a inauguração da UPA, dessa forma os atendimentos de pronto-socorro deixariam de acontecer no Hospital Regional diminuindo o tempo de espera e melhorando a qualidade no atendimento que hoje é de mais de 200 pessoas por dia.

Outra medida que será tomada é a implantação de um sistema de gerenciamento para controle na entrada e saída de insumos e medicamentos, desta forma diminuiria o desperdício, facilitaria na compra e diminuiria a falta de medicamentos.

O Secretário pediu a população uma prazo de seis meses para poder deixar organizar a Saúde de Vilhena minimamente.

Por Alan Souza