Robson Oliveira

PORTO VELHO – RETORNANDO – Depois de um mês longe dos teclados e sem atualizar a coluna em razão de uma covid grave que exigiu minha internação por vinte dias em São Paulo, graças a Deus, eis me aqui renovado e um pouco cansado para voltar ao batente. Agradeço às palavras generosas de cada amigo no momento mais crítico. Agradeço, em especial, aos amigos Diego Vasconcelos, Dimis Braga, Magno Guedes, Hiram Marques, Ayres Amaral, Valdir Raupp, Heverton Aguiar, Rubens Coutinho, Expedito Junior e Andrea Farias. Vida que segue! Embora muito triste com a partida precoce de vários colegas, inclusive da imprensa.

DEBOCHE

Uma propaganda que está sendo criticada nas mídias sociais, do governador Marcos Rocha ao lado do presidente fazendo propaganda (enganosa) de combate à Covid 19, é um deboche à situação real e concreta por que passa o colapso do sistema público de saúde, compelido a enviar pacientes para outros estados. Nossas autoridades, num momento tão triste e fora de controle, deveriam submergir e evitar exploração política em respeito às vítimas do vírus e aos familiares que perderam seus entes queridos. Debochar neste momento é criminoso. Rocha deveria mandar retirar esta empulhação.

CALENDÁRIO

Em março, possivelmente quando é esperado a crise pandêmica arrefecer com mais vacinação, o calendário eleitoral volta às manchetes. Já há movimentos nos bastidores dos partidos políticos visando filiações com objetivo de candidatura majoritária própria. É quase certo que o governador, após conseguir um partido com o seu perfil conservador, seja candidato à reeleição. Sua ‘entourage’ acompanhou as eleições municipais e deve ter percebido que em 2022 a lorota discursiva que embalou as eleições de 2018 dificilmente colará nas próximas eleições.

REVELAÇÃO

A população revelou recentemente nas urnas que não vai deixar ser engalobada por discurso moralista e falso, e quem mostrar serviço tem tudo para sair na frente. O DEM, PSDB, MDB, PODEMOS, PT e PP estão de olho na cadeira do coronel. Lorota não engana mais ninguém, exceto a entourage. Vai ser uma campanha onde os serviços públicos terão prioridade sobre aquele discurso privativista que os pseudos liberais vinham enrolando.

INOPERÂNCIA

Nunca a população necessitou tanto do apoio estatal que arrecada uma fortuna com nossos impostos. Os programas sociais e o SUS foram os únicos pilares de salvação dos mais necessitados. Os gestores do sistema de saúde, por exemplo, terão muito o que explicar à população. Isto na hipótese de existir explicação para inoperância. Aqueles que acusam a imprensa por revelar os fatos da forma mais real, são os mesmos que não precisam do SUS nem dos programas para sobreviverem. É fácil tripudiar na política quando os familiares estão protegidos. Falta empatia.

FÚRIA

O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, tem que conter sua iracunda para não meter os pés pelas mãos e virar mais um párea que passa pelo paço municipal sem deixar um legado político alvissareiro. É perceptível a fúria inconsequente e juvenil com que o prefeito assumiu suas funções em tão pouco tempo. Ele que se cuide que no executivo o andor é de barro. Não pode tudo, mesmo achando que sim. Em razão disto que há uma proteção social de freios e contrapesos para conter a fúria dos inconsequentes.

TRANQUILIDADE 

Já a prefeita de Ariquemes, Carla Redano, mostrou como deve ser sóbrio e delicado o início de uma administração. Sem movimentos bruscos e nem arroubos, começa uma gestão com muita tranquilidade e parcimônia. Tem futuro no mandato, caso mantenha este perfil.

COMPRAS

Os órgãos de controle não vão deixar barato as compras feitas por autoridades durante a decretação de calamidade pública. Muitos gestores aproveitaram lamentavelmente a pandemia e as exceções jurídicas para aquisição de insumos no enfrentamento da Covid para meter literalmente a mão grande nos parcos recursos públicos. Não demora para que venham à tona em efeito cascata as tramoias destes mal gestores. Os órgãos estão bem treinados e equipados para fiscalizar e impor sanções duras.

ROLANDO LERO 

Quem assiste às entrevistas do secretário de Saúde de RO com as evasivas sobre o colapso do sistema estadual de saúde percebe que o jovem médico não entende absolutamente de gestão pública. Resta evidente a sucessão de contradições e atos administrativos questionáveis. É culpado pelo que esta ocorrendo e cada fala dita confirma que perdeu o controle. Máximo é bom de papo, um “rolando lero” autêntico sem nada para dizer. Exceto justificativas vazias.

LETARGIA  

É impressionante o estágio letárgico pelo qual passa nossa representação senatorial. Infelizmente não vemos nesta legislatura um senador de Rondônia preocupado em discutir os problemas mais graves do estado nem propor nada de novo em relação à obras estruturantes. Parasitam na própria letargia. Nada, absolutamente nada de concreto propõem pelos interesses de quem os elegeram.

ATENTO 

Estamos de volta com a coluna. O céu emite sinais de trovoadas…

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