As castanhas provenientes do Acre são beneficiadas, tratadas e embaladas em território estrangeiro, e depois entram pelo Estado do Acre sem declaração de importação em território nacional

PORTO VELHO – Dezoito toneladas de castanha, beneficiada e pronta para comercialização, com valor médio estimado em torno de 1 milhão de reais, foram aprendidas pela Receita Federal na última semana, em inspeções a cargas de três caminhões, dois em Ji-Paraná e um em Porto Velho, tudo condicionado em sacos de 20 Kg cada.

O contrabando veio das selvas bolivianas e peruanas, depois ensacadas no Brasil, em embalagens como outras oriundas dos castanhais brasileiros, um golpe visando enganar a fiscalização, mas que acabou não dando certo. As castanhas apreendidas em Ji-Paraná eram duas toneladas e seguiam destino a empresas no Paraná.

A terceira carga foi interceptada pela equipe da Sarep de Porto Velho, na Rodovia BR-364 em um caminhão-baú. O veículo continha 16 toneladas de castanhas beneficiadas que entraram irregularmente em território nacional e seriam levadas para o Estado de São Paulo.

As castanhas provenientes do Acre são beneficiadas, tratadas e embaladas em território estrangeiro, e depois entram pelo Estado do Acre sem declaração de importação em território nacional. Para a venda ao restante do território nacional, as empresas mudam a caixa que o produto vem da Bolívia ou Peru e enviam em caixas com escritas nacionais, de modo a iludir a fiscalização.

As empresas que revendem essa castanha fruto de descaminho possuem grande quantidade de emissão de notas fiscais de venda de castanha, porém, praticamente não há entrada desse produto nos estabelecimentos.

No total, a Sarep apreendeu aproximadamente 18 toneladas de castanhas beneficiadas na última semana, que podem chegar a R$ 900.000,00 em valor de mercado nos grandes centros.  O  contrabando foi apreendido em atividade de vigilância e repressão coordenada pela Seção de Vigilância e Repressão da Delegacia de Porto Velho Sarep (DRF/PVO).