Com o tema "Fraternidade e vida", a campanha é um convite ao cuidado com o próximo: "dom e compromisso”

PORTO VELHO – Dois fatos importantes para a Igreja Católica no Brasil começam nesta quarta-feira, o primeiro já a partir da zero hora, quando se inicia o “período quaresmal” e o segundo, a realização da Campanha da Fraternidade, ambos se encerrando no domingo de Páscoa, a 12 de abril.

Irmã Dulce

A Quaresma designa os 40 dias – neste ano serão 43 – que precedem a celebração mais importantes dos cristãos, a Páscoa e a ressurreição de Jesus que antecedem a principal celebração do cristianismo: a Páscoa e a ressurreição de Jesus Cristo, que é comemorada num domingo, uma prática cristã desde o século IV.

Na abertura da quaresma, a quarta-feira de Cinzas, o celebrante, durante a condução da missão, não diz o Glória, nem o Creio. Durante a liturgia as cinzas são bentas e impostas na cabeça dos fiéis, como símbolo da vida efêmera e passageira e convite à penitência. Em algumas paróquias da Arquidiocese de Porto Velho a celebração da missa será à noite.

FRATERNIDADE

Já a Campanha da Fraternidade 2020, cujo tema é “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele (Lc 10,33-34)”, foi oficialmente aberta em Porto Velho às 9 horas desta quarta-feira, com uma entrevista coletiva do arcebispo dom Roque Palosch (abaixo), na sede da Arquidiocese.

A Campanha da Fraternidade começa no Brasil em 1961, mas era um trabalho apenas em algumas paróquias nordestinas, sendo que em 1964 a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, a instituiu em caráter nacional, tendo como principal objetivo evangelizar, vivenciado na fase da Quaresma, considerado um espaço privilegiado de formação dentro da motivação proposta para cada ano.

Para este ano o cartaz da CF 2020 mostra santa Irmã Dulce dos Pobres, no Pelourinho, com crianças e adolescentes carentes, sendo que Tema e lema reforçam a dimensão do cuidado, como a mercantilização da vida, aborto, acidentes de trânsito e no trabalho, entre outros.

Conforme o texto de apresentação da CF 2020, “isso se faz necessário, em função da amplitude do tema, sempre ter como orientação aprofundá-lo nas perspectivas pessoal, comunitária e social, para que não se perca de vista a construção da fraternidade, o objetivo principal da Campanha da Fraternidade”.