Esquema renderia mais de R$ 1 milhão aos autores do golpe; homens que tentavam sair de Rondônia tinham São Paulo como destino final

VILHENA – A Polícia Rodoviária Federal em operação conjunta com a Polícia Militar e a Secretaria de Finanças de Rondônia (Sefin) em Vilhena, na tarde desta terça-feira, 15, abortou uma operação que pode explicar porque a Zona Franca ou Área de Livre Comércio de Guajará-Mirim beneficia muito mais espertalhões que nem moram em Rondônia do que a comunidade local. Quando criada, o objetivo desta área de livre comércio era incentivar e facilitar as trocas comercias com a Bolívia e impulsionar o desenvolvimento regional.

Mas, há muito tempo ele vem sendo usando por empresários inescrupulosos e espertalhões que buscam de todas as formas driblar o fisco e obter lucro fácil.

Durante fiscalização na BR 364, a polícia constatou uma frota de 7 camionetes Fiat Touro zero quilômetros compradas com isenção fiscal como se fosse para Guajará-Mirim, mas tinham placas de São Paulo estavam sendo levadas para a capital paulista onde seriam revendidas por valor bem maior do que foram adquiridas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) montou uma barreira no km 16 da BR-364, área urbana de Vilhena, nas proximidades do Frigorífico JBS, e apreendeu, com o apoio da Secretaria de Finanças de Rondônia e da equipe do Patrulhamento Tático Móvel (Pátamo) da Polícia Militar, sete veículos, adquiridos e faturados no município de Guajará-Mirim, mas com placas de São Paulo, onde seriam revendidos.

De acordo com informações do registro do caso, a guarnição da PRF deu ordem de parada a um veículo V1 Fiat/Toro Ranch de cor azul, cujo o condutor afirmou ter saído de Porto Velho e ter como destino a cidade de São Paulo/SP. Foi constatado que mesmo tendo placa de São Paulo, a documentação fiscal da picape havia sido emitida em Guajará-mirim, onde o emplacamento e outros serviços relacionados possuem isenção tributária, porém, sob condição de que o carro permaneça contribuindo anualmente no município por tempo determinado.

Diante dos indícios de fraude, o condutor foi questionado sobre a finalidade da viagem e acabou confessando que seria para revender o veículo e que mais seis estavam a caminho, com o mesmo objetivo, pois tinham saído juntos de Porto Velho, sendo aguardados e abordados da mesma forma, um V2 – Fiat /Toro Volcano At9 D4, um V3 – Fiat /Toro Ranch At D4, um V4 – Fiat /Toro Volcano At9 D4, um V7 – Fiat /Toro Ranch At9 D4  todos na cor branca, um V5 – Fiat/Toro Ranch At9 na cor azul e V6 – Fiat/Toro Volcano At na cor preta.

Em consultas aos referidos veículos, foi constatada a mesma fraude, pois todos possuíam notas fiscais emitidas no município de Guajará-mirim, mas tinham placas do estado de São Paulo, o que renderia em suas vendas, um grande lucro à quadrilha, que não o bastante, também mantinha os velocímetros adulterados para que, mesmo andando mais de 2.000 km até o destino final, tais caminhonetes fossem vendidas como zero quilômetro

Os carros apreendidos foram encaminhados à Receita Federal e ficarão à disposição da Justiça. O prejuízo provocado pela quadrilha aos cofres públicos é superior a 1 milhão de reais. Cada veículo está avaliado em 140 mil reais, mas foram adquiridos por 106 mil reais com a isenção tributária. Seriam vendidas por 140 mil em cada uma em São Paulo.

Com informações do Nucom.PRFRO e Folha do Sul on Line