A legislação eleitoral jamais deveria, sob hipótese alguma, aceitar a possibilidade de uma pessoa tentar se eleger de dentro da cadeia

CACOAL – Na política – principalmente em época de eleições – quase tudo que é divulgado é versão. A outra parte é mentira mesmo. O caso da renúncia à renúncia tentado pela prefeita de Cacoal, Glaucione Neri, afastada e presa acusada de corrupção, ilustra bem essa situação. Mas a Justiça Eleitoral refutou a manobra da prefeita e a tirou da disputa, trazendo um mínimo de moralidade ao processo eleitoral que, sob hipótese alguma, deveria aceitar a possibilidade de uma pessoa tentar se eleger de dentro da cadeia.

Sobretudo, estando presa acusada de corrupção e um caso filmado e gravado, como o que está envolvida a prefeita Glaucione Neri.

A juíza Emy Karla Yamamoto Roque, da 11ª Zona Eleitoral de Cacoal, não aceitou a retratação da prefeita Glaucione Neri, que no último dia 15 desistiu de renunciar como candidata a reeleição na cidade. Ela está presa por corrupção em Porto Velho, encaminhou um documento à Justiça dizendo que não queria mais disputar. Dias depois desistiu dessa renúncia, alegando que sua nova decisão tinha aval de seu partido, o MDB, a quem caberia dar a última palavra.

Paralelamente, a própria Coligação da prefeita presa deliberou e indiciou um novo candidato: Marco Aurélio Blaz Vasques.

Na decisão, a juíza entendeu diferente de Glaucione e afirmou que a retratação de sua renúncia não tem valor e não é aceita na Justiça Eleitoral, uma vez que feita de acordo com a legislação e até com firma reconhecida.

Em uma série de exposições em oito páginas, a magistrada indefere cada um dos pedidos apresentados Glaucione e ao final decide tirá-la da disputa eleitoral em Cacoal.

Com informações do rondoniagora.com