PORTO VELHO – O bloqueio da BR-364 na região de extrema, na Ponta do Abunã, por país de alunos que já não suportam mais e indiferença da administração pública com a questão do transporte escolar já ameaça o Acre de desabastecimento. E o governador Gladson Cameli reagiu em defesa de seu estado, cobrando do governador de Rondônia, Marcos Rocha, atitude para acabara com o bloqueio da rodovia.

Nesta quarta-feira, a Advocacia Geral da União conseguiu uma liminar na Justiça Federal determinando o imediato desbloqueio da rodovia, uma medida justa, posto que impede o livre direito de ir e vir e coloca a população do Acre sob risco.

Para cumprir uma, as forças policiais, lideradas pela Polícia Rodoviária Federal  partiu na manhã desta 11, para a região de Extrema

O bloqueio da rodovia já completou 48 horas e os moradores da região continuam irredutível, sem, contudo, esboçar disposição para descumprir a ordem de desbloqueio. Alguns informes, apontam que logo que ficaram sabendo da concessão da liminar, os próprios moradores manifestaram o desejo de retirar o bloqueio espontaneamente.

Informações vindas de Extrema na manhã desta quinta-feira dão conta de que, após a informação sobre a decisão judicial mandando desbloquear a rodovia, índios da região e estudantes se juntaram aos manifestantes, para garantir a manutenção do bloqueio.

A revolta da população com o descaso com a educação é tão grande que os moradores se negaram a conversar com o secretário municipal de Educação, Márcio Félix, que foi enviado ao local para negociar com os manifestantes em nome do prefeito.

Em caso de descumprimento da decisão, a própria liminar já estipula multa de um salário mínimo por manifestante a cada hora de fechamento da rodovia.

É lamentável que a Justiça também não estipule multa para o gestor público que deixa as crianças sem ir a aula, por motivos nem sempre justificáveis.

Na manhã desta quinta-feira, depois de uma reunião para acertar detalhes, um comboio com policiais federais e militares partiu de Porto Velho para cumprir o mandado de reintegração da área, desobstruindo a pista e liberando o tráfego, que já está congestionado em mais de 4 quilômetros.

Os líderes do protesto alegam que ficou acertado entre a comunidade que o bloqueio apenas terminará com a apresentação dos ônibus escolares que atenderão os estudantes.

Eles afirmam estarem cansados de promessas, uma vez que o calendário escolar sequer iniciou em 2019 em decorrência da falta do transporte escolar na Ponta do Abunã. A prefeitura de Porto Velho garantiu que até esta segunda (15), o problema será resolvido parcialmente.