CURITIBA – Quem acompanha, não ficou surpreso com as denúncias de pagamentos de propina que vieram à tona com a delação do executivo da Odebrecht Henrique Valadares sobre os pagamentos de propina a sindicalistas, políticos e outros agregados durante as obras das usinas do Madeira.

Ivo Cassol, então um dos maiores interessados, chegou a fomentar através de entidades empresariais um movimento intitulado Usinas Já, atropelando qualquer tipo de debate sobre licenciamentos ou compensações para Porto Velho e para o Estado.

Com as delações vindo à público, ficou evidente que as compensações pessoais eram as que mais interessavam.

E não por acaso, já que em 15 de junho de 2011, “Dallas”, como era conhecido Cassol na lista da propina, teria recebido nada menos que U$ 252.828,52. A Odebrecht também teria pago os advogados de Cassol, para que eles o defendessem em processos nas instâncias superiores.

Um assessor de Cassol, identificado nas planilhas como “Anjo”, teria recebido, em nome do então governador, quatro pagamentos, de pouco mais de U$ 6 mil em datas distintas, uma espécie de “mesada”.