A obra toda tinha, ainda conforme a placa instalada numa lateral do prédio, previsão de 150 dias para conclusão

PORTO VELHO – Uma obra que se arrasta, conforme a placa bem em frente ao prédio, desde 2016, para recuperação da sede da Junta Comercial de Rondônia, transformou parte da Avenida Pinheiro Machado, no Bairro Caiari, em um lixão imenso, formado por sobras da construção. Localizado em um dos bairros mais tradicional de Porto Velho, o local vem se transformando em autêntico “paraíso” para ratos, aranhas e outros animais daninhos, para irritação de quem tem de passar ali ou, pior, para quem mora na região.

A obra toda tinha, ainda conforme a placa instalada numa lateral do prédio, previsão de 150 dias para conclusão, mas, pelo visto, o prazo – como para quase, se não forem todas, obras públicas em Porto Velho – raramente é cumprido e as obras são realizadas conforme o cronograma.

O expressaorondonia.com.br esteve no local e procurou contato com algum responsável, mas a informação era de que não havia ninguém para atender. Mas, se falta alguém para dá explicações, quem passa por ali, de veículo ou a pé, não deixa de reclamar daquele monturo imenso, colocado sobre a calçada. O material é tão abundante que acabou esparramando para o meio da rua, prejudicando circulação de pedestres ou de veículos diversos.

O idoso Pedro Maciel foi tratar de um assunto de seu interesse num escritório de advocacia nas proximidades do prédio, mas acabou tendo de andar pelo meio da rua porque ao chegar em frente ao local a calçada está interditada pela sujeira produzida pela obra.

Pedro foi até irônico: “imagine se você faz uma obra em sua casa, pode ser pequena, mas se deixar nem que seja só apenas por algumas horas um milheiro de tijolos em cima da calçada logo aparece o fiscal da prefeitura para multar. Aqui, será que eles têm coragem de também multar?”, questionou o idoso.

Uma mulher, residente nas proximidades e, por isso, alegou, não querer se identificar, disse já ter procurado a prefeitura para pedir que haja alguma ação pública para desobstruir a passagem. No entanto, disse que depois de duas vezes indo lá e não conseguindo além de “perder tempo, porque o atendimento é muito ruim”, desistiu.

Mas a sujeira naquela quadra não fica apenas no monturo de lixo da obra da Junta Comercial. Em frente ao prédio fica um dos maiores colégios da capital, o “Carmela Dutra”. Na calçada é uma sujeira só, ou, como disse um estudante daquela escola, “até que agora está limpo, mas você precisa ver quando chega o período de aula, a gente precisa andar pela calçada. Além do matagal que se forma, também tem muita sujeira caída das árvores e temos muitas vezes de caminhar pelo meio da rua”, disse.

Enquanto a obra de reforma do prédio se arrasta , a Junta Comercial está funcionando em um prédio alugado na esquina das ruas Getúlio Vargas com Quintino Bocaiuva.