As redes têm conseguido espaço desde a primeira eleição de Barak Obama, em 2008. São outros tempos no marketing eleitoral

PORTO VELHO – As eleições deste ano, se ocorrerem, serão sob o manto do vírus, do isolamento social e das redes sociais. A frase é de quem conhece bem do assunto, como pesquisador mais respeitado do Estado, o historiador Francisco Matias, para quem é bem possível que ela nem aconteça, por “haver um fato novo, se forem confirmados os prognósticos sombrios a respeito dessa gripe chinesa”.

Francisco Matias, historiador e analista político

A influência externa, às vezes até à vontade do eleitor, é fato conhecido no país, onde são muitas as acusações de que o sistema de votação usado, eletrônico, pode ser fraudado, o que a Justiça Eleitoral não quer nem ouvir falar.

O exemplo do resultado das eleições de 2018 ainda está bem latente, quando o eleitor foi inundado por uma montanha de informações, muitas delas “fake”, como a plantada por candidatos do PT e associados que se o partido perdesse o ganhador acabaria com o Bolsa Família, o que não aconteceu.

Para o advogado José Luiz Lenzi, as “redes sociais vão influenciar o voto, sendo “o norte da eleição” e com ele, não com toda essa intensidade, concordam muitos eleitores, alguns admitindo que já aconteceu antes, como José Carlos, que disse ter “votado no Hadad porque tinha medo do meu pai perder a Bolsa lá no Piauí”.

O ex-governador Daniel Pereira não tem qualquer dúvida: “As redes sociais serão vitais nas campanhas. E lembra que as redes têm conseguido espaço desde a primeira eleição de Barak Obama, em 2008. São outros tempos no marketing eleitoral”.

O ex-barrageiro Ademir Costa, disse não acreditar que as redes sociais possam influenciar. “Eu sou um que não me influencio por redes sociais”. O jornalista Rosinaldo Machado foi taxativo: “Eu analiso o candidato e depois eu voto. Não me emprenho pelo ouvido”.

Já o aposentado Alarcão Sidnei, é outro que não tem dúvidas de que as redes sociais vão influenciar. Pessoalmente meu voto sempre foi definido por mim mesmo, mas só depois desse problema do coronavírus é que poderemos dimensionar o alcance da influência delas.