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BRASÍLIA – “Se é para acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”, afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), sobre a proposta em discussão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), de limitar foro privilegiado de políticos somente aos crimes cometidos no exercício do mandato. Criticado, Jucá pediu desculpas. Disse que se referia a uma música bem-humorada do grupo Mamonas Assassinas.

Arrependeu-se das palavras, mas não do discurso. Jucá é um dos 49 investigados pela Operação Lava Jato que corre no Supremo – o foro privilegiado ao qual fazem jus ministros, deputados e, como ele, senadores. Com uma mudança nas regras do foro, parlamentares poderiam ser julgados como cidadãos comuns. Diante dessa possibilidade, o líder do governo no Senado promete retaliar o meio jurídico. Ele ameaça colocar em pauta uma proposta de emenda à Constituição (PEC) para retirar o foro privilegiado de magistrados e integrantes do Ministério Público.

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