Em três dias de encontro, novas metodologias /Fotos Tales Araújo

PORTO VELHO (RO) – O último dia do segundo Encontro Pedagógico do Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) foi marcado por oficinas metodológicas Sesi Educação sobre material didático da Somos e diálogos abertos à comunidade da educação.

O evento aconteceu nos dias 24, 25 e 26 de janeiro, no auditório do Golden Plaza, e teve como público alvo a equipe docente e gestora da educação do Sesi e Senai de todo o Estado de Rondônia.

“A integração entre as equipes Sesi e Senai foi importante”, destacou o diretor regional do Senai e superintendente do Sesi de Rondônia, Valério Duarte.

“Hoje, reposicionamos o sistema Fiero, sentimos a necessidade dessas equipes trabalharem integradas e  com um olhar único no sentido de melhorar a qualidade do ensino, a prestação de serviços e o conhecimento da metodologia da Somos, que foi adquirida pelo Sesi nacional e aqui implantada”, explicou.

Segundo ele, essa nova metodologia dá aos alunos melhores condições de aprendizado, tornando-os mais capacitados para enfrentar as universidades, o mercado de trabalho, estimulando a Prova Brasil através do sistema e também a prova do simulado do Enem. “Aí ele sai realmente com um bom conteúdo”, comentou.

Para a coordenadora de educação do Sesi e do Senai Estadual, Patrícia Ribeiro, as expectativas com esse novo método são muito grandes e as melhores possíveis.

“Hoje nós tivemos a oportunidade de presenciar os professores utilizando o que a gente tem disponibilizado, montando aulas inovadoras, e a gente se surpreendeu com as coisas que vimos”, disse PATRÍCIA.

Segundo Patrícia, espera-se que Sesi e Senai ingressem entusiasmados em 2017, “fazendo a diferença entre os alunos”. Isso, conforme ela explicou, possibilita a educação inovadora e diferenciada para jovem de hoje em dia.”

Ademir Vicente da Silva, diretor técnico do Sesi e Senai

O diretor técnico do Serviço Brasileiro de Apoio as Micros e Pequenas Empresas (Sebrae/RO), Samuel Silva, considerou a metodologia implementada uma “nova estrutura, com novos conteúdos.” “Ela traz a modernidade da interação aluno e professor dentro dessa relação tanto presencial como online.

“No caso do Sebrae, nós trouxemos aqui para acoplar e juntar esforços, a educação empreendedora, ou seja, nós vamos trabalhar com os professores e alunos o empreendedorismo no ensino fundamental e também no ensino médio”, explicou.

Segundo ele, o Sebrae oferecerá essa metodologia com o sistema Fiero, e assim espera qualificar os professores, distribuindo-lhes material para o aluno e para o professor. “Hoje eles são alunos, mas amanhã serão grandes representantes em prol do desenvolvimento do nosso estado”, disse.

Para o diretor do Sesi e Senai da Região Sul, Almir Gaspar, o encontro foi proveitoso: “Atualmente, são grandes as  nossas dificuldades de reunir essas pessoas, por diversos fatores, não só os de logística ou de distância, dentro da nossa capilaridade dentro do Estado”, observou.

No entanto, Almir Gaspar que as pessoas estão realmente imbuídas nesse novo projeto, no qual o sistema Fiero integra as duas casas: Sesi e Senai. Isso também permite que o corpo técnico também se sinta “mais engajado e mais participativo e comprometido” com as ações.

Participando pela primeira vez de um congresso desse molde, o professor de robótica no Sesi de Vilhena Sílvio Luiz acredita que a junção das casas melhorará “muito mais” o trabalho dos professores.

“As palestras são extremamente motivantes, trazendo um conhecimento de fora que muitas vezes a gente não tem, e a nossa visão é um pouco limitada. No entanto, com essa visão de fora você sai daqui muito mais motivado, cheio de ideias, com vontade de colocar tudo em prática o mais rápido possível”, elogiou Sílvio.

Para o diretor técnico do Sesi e Senai, Ademir Vicente, o encontro também deixou claro o entusiasmo entre as equipes técnicas para o desafio da educação. “Trouxemos para cá todo o corpo técnico, gestores de unidades de educação, todos com a finalidade de se adaptarem e se apropriarem dessa nova tecnologia; é uma oportunidade de integração e de novos conhecimentos.”

Ainda conforme Vicente, as respostas “têm sido bem efetivas, as pessoas se envolvem, participam, falam, contam suas histórias, questionam, interagem. Tivemos palestrantes expressivos, a metodologia nova realmente traz e agrega valor, facilita o trabalho e tem condições de levar qualidade para os projetos de educação, e além de tudo um belo de um laboratório onde as pessoas estão trazendo aquilo que elas fazem”, explicou.

SARA CÍCERA