Até o final desta semana que inicia Hildon Chaves dirá, definitivamente, o sim ou o não tão aguardado

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Uma nova elucubração política, marcada por muitas conversas, coisa normal nos bastidores, pode mudar o quadro da sucessão municipal em Porto Velho, incluindo a possibilidade de Hildon Chaves voltar atrás e decidir disputar a reeleição. Sem o fortíssimo nome do deputado federal Léo Moraes na corrida sucessória (ele sonha com voos mais altos para 2022), a questão no tucanato tem sido muito debatida. Nesse quadro, em quem então o grupo palaciano apostaria suas fichas, caso Hildon não concorra? Seriam, a princípio, Lindomar Garçon e Thiago Tezzari, ambos participantes do atual governo e que teriam o apoio do atual Prefeito, num segundo turno. Mas e os tucanos? Aceitariam ficar de fora de uma Prefeitura que comandam, sem sequer terem seu candidato? E é aí que entraria Mariana Carvalho. Ela tem um bom eleitorado na Capital e as pesquisas internas do partido indicam que ela teria chances reais de chegar a um segundo turno, até porque os números levantados dizem que a rejeição dela é baixíssima, o que não é o caso de alguns dos pré candidatos já postados. Entre a quinta-feira e o final desta semana que inicia, Hildon Chaves dirá, definitivamente, o sim ou o não. Ele ainda quer ter uma conversa final com sua família, principalmente com a primeira dama, dona Ieda, que quer vê-lo fora da disputa. Só então dirá qual será seu caminho. A pressão sobre Mariana, caso Hildon confirme o não, será, a partir daí, muito mais forte. Hildon, contudo, até a 25ª hora, ainda é o Plano A dos tucanos.

Pode acontecer a suprema surpresa e o atual Prefeito voltar atrás e dizer que é candidato? Pode sim. Ele anunciará o The End antes do próximo final de semana. E Mariana? No caso dela, onde estaria a principal dificuldade? Exatamente na própria deputada. Mesmo sendo instada a entrar na disputa municipal inúmeras vezes, por seus parceiros de longos anos, por amigos e eleitores, ela gostaria mesmo é de ficar em Brasília. É uma figura de destaque na Câmara Federal. Não é mais do baixo clero. Tem portas abertas no Planalto e participação ativa, como representante da Câmara Federal, em organismos internacionais de saúde. Tornou-se, como Léo Moraes e o senador Marcos Rogério, figura que se destaca no Congresso, entre as caras novas da política brasileira. No outro lado da balança, ficam as questões locais. Sua família, ao que se ouve nos bastidores, apoiaria sua decisão de disputar a Prefeitura. O PSDB encomendou, para este final de semana, uma pesquisa, daquelas que os partidos fazem nesses períodos, para que seja feito um retrato do momento, sobre o que o eleitorado da Capital pensa de uma eventual candidatura de Mariana Carvalho. O resultado dessa pesquisa poderá ser vital para a decisão da jovem deputada. Mas o assunto só terá andamento depois que Hildon Chaves, finalmente, oficializar sua decisão. Até agora não o fez!

OURO PRETO: ALEX TESTONI VAI DISPUTAR A PREFEITURA

A grande surpresa no contexto das eleições municipais no Estado, foi confirmada na noite desta sexta. Num vídeo postado nas redes sociais, o empresário, ex-deputado estadual e duas vezes prefeito de Ouro Preto, Alex Testoni, anunciou que é pré-candidato a comandar mais uma vez sua cidade. Desde que passou por uma série de injustiças, com acusações pesadas, jamais provadas, até porque nunca houve decisão judicial contra ele, que não permitisse que seus direitos políticos fossem mantidos, Testoni havia desistido da vida pública. Durante longo tempo manteve essa decisão. Nessa semana, contudo, ele divulgou um vídeo dizendo que não conseguia deixar de pensar no futuro da sua cidade e pediu perdão à sua família, que estava torcendo para que ele se mantivesse longe da política. Duas vezes considerado um dos melhores prefeitos do Estado, além de um deputado estadual atuante, quando passou pela Assembleia, a decisão de Alex Testoni tem sido comemorada por muitos amigos e moradores da cidade. Ele disputará a eleição pelo DEM e seu vice será Antônio Zenildo Tavares, presidente da Expo Show Norte, a feira agropecuária de Ouro Preto.

JI-PARANÁ: MDB FAZ FEIO E PSDB PROTESTA

O MDB de Ji-Paraná tentou dar um golpe do João Sem Braço, usando indevidamente o nome do presidente da Assembleia Legislativa, o tucano Laerte Gomes, como se ele estivesse apoiando o nome emedebista, do ex vereador Isaú, na disputa pela Prefeitura da cidade. Ora, o PSDB tem uma convenção marcada para o dia 15, prazo final para que o próprio Laerte decida se vai ou não concorrer. Tem sido muito procurado por membros do seu partido, por lideranças e muita gente da cidade, para topar a missão. Laerte até agora não se decidiu e não se sabe qual será sua palavra final. O que se sabe é que ele só apoiaria algum outro candidato, caso a convenção do seu partido assim o decidir. O MDB de Ji-Paraná usou uma foto antiga em que Laerte aparece ao lado de Isaú, informando, num texto distribuído à mídia, que o tucano estaria apoiando o emedebista. Ficou feio, até porque o PSDB municipal emitiu uma nota de repúdio contra a malandragem.

CMR: RECORDE COM 200 MIL TONELADADE DE CALCÁRIO

Vem um recorde por aí! Trabalhando em silêncio, mas com muita dedicação, de olhos voltados para o futuro e apoiando toda a estrutura da produção rural rondoniense, a Companhia de Mineração de Rondônia, neste ano, deve produzir e entregar nada menos do que 200 mil toneladas de calcário dolomítico, o maior número alcançado pela estatal em toda a sua história. É um resultado que não veio de graça. Ele é fruto de um grande trabalho feito pela diretoria, comandada por Euclides Nocko, com apoio importante do seu braço direito, Aníbal de Jesus e de toda uma equipe técnica. Todos enfrentaram grandes dificuldades até reorganizarem a empresa e buscarem novos rumos para ela, que, aliás, também pela primeira vez na história, se tornou viável economicamente.. Como afirma o presidente da estatal, “mesmo na pandemia, conseguimos manter nossa produção a todo vapor.  Por isso pudemos não só atender a demanda que já existia, como também novos mercados consumidores. Os avanços, nesse contexto de busca de novos mercados, depreenderam grande esforço de todos e parcerias com Seagri, Emater, Prefeituras e associações de produtores rurais. “Foi um trabalho árduo, mas valeu a pena!”, destacou Nocko.

MAIS CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS JÁ AGENDADAS

Mais partidos estão preparando suas convenções, nessa reta final pré eleições. O Pros, que lançará o deputado estadual Anderson Pereira, também marcou para a segunda-feira, dia 7, assim como o PSL, de Eyder Brasil. Os dois não têm ainda nomes de seus vices. Ambas as convenções serão via internet, para evitar aglomeração, nesses tempos de pandemia. O mesmo sistema, via net, aliás, utilizará o Avante de Breno Mendes (também sem vice, que será indicado pelo Patriotas), faz sua convenção na terça-feira, dia 8. No dia 10, está agendada a convenção do Cidadania, que vai lançar o nome do professor e advogado Vinicius Miguel na disputa pela Prefeitura. Há conversações com pelo menos quatro partidos, mas nada ainda foi oficializado, Não há também decisão sobre o nome do vice. A convenção não será presencial e acontecerá via internet a partir das 10 horas da manhã da quinta. Fabrício Jurado será o nome oficializado pelo DEM, no dia 16 – quarta-feira da outra semana – a partir das 8 da manhã. A convenção será presencial e acontecerá no escritório localizado na rua Buenos Aires, 2339.

PATRIOTISMO NADA! O NEGÓCIO É LUCRAR E LUCRAR

O presidente Jair Bolsonaro pediu “patriotismo” dos empresários, para não aumentarem os preços dos alimentos. Certamente o pedido é positivo, mas, claro, sem nenhum resultado prático. A história mostra que não há sentimentalismo e nem patriotismo de quem quer ganhar cada vez mais dinheiro. Aqui mesmo em Porto Velho – e não somos diferentes do resto do país – em algumas redes de supermercados os preços são abusivos e aumentam praticamente todas as semanas. Não há explicação lógica e razoável para que algumas mercadorias tenham pego o elevador e saltado vários andares. O preço da carne, por exemplo, é claramente abusivo, sem qualquer explicação. Ignorando a pandemia, muitos comerciantes querem mesmo é encher os bolsos. Os consumidores e a prioridade pelo país, claro, ficam apenas nos discursos e nos belos comerciais, que mostram promoções maravilhosas, mas muito distantes da realidade do ataque ao bolso do consumidor.

FUNCIONALISMO: NÃO HÁ LOBBY MAIOR

Lamentavelmente, as reformas propostas no Brasil não andam, apesar das boas intenções e dos discursos ufanistas. Incluindo importantes decisões da Constituição de 1988, com várias questões essenciais até hoje não regulamentadas. A última Reforma Administrativa ocorreu exatamente há 21 anos atrás, quando o presidente da República ainda era Fernando Henrique Cardoso. Foi a enésima tentativa de governantes brasileiros de mexer no abelheiro do serviço público, que têm o maior entre todos os lobbys  e que forma uma casta intocável. Mais de duas décadas depois, apesar de aprovada na íntegra, a Reforma Administrativa de Fernando Henrique jamais andou. Faltaram as famosas regulamentações de dispositivos legais que, obviamente, jamais foram feitas. A nova Reforma, agora proposta pelo governo Bolsonaro, está novamente com ótimas intenções, mas, ao que tudo indica, lamentavelmente, também tende a ficar pelo caminho. Não há poderio maior do que o do funcionalismo. Presidentes, congressistas, magistrados, todos são passageiros. Mas os funcionários públicos não. Eles são eternos. E mandam.

CORONA AINDA DIMINUI NA CAPITAL, MAS CRESCE NO INTERIOR

Não há nada a comemorar, ainda, mesmo em Porto Velho, onde o número de mortes zerou por três dias, nessa semana. O número de contaminados pelo coronavírus continua muito alto, também na Capital, mesmo que, por aqui, a doença tenha arrefecido. Mas ela está ainda muito forte no interior, onde, aliás, se tem registrado um número de óbitos bastante acentuado, proporcionalmente às pequenas populações de algumas das comunidades interioranas, entre as mais atingidas pela Covid 19, nesse momento. Até a noite de sexta, por exemplo, já tínhamos 57.353 infectados, 48.794 recuperados (chegando perto da faixa dos 85 por cento de pessoas salvas da doença, mas, infelizmente, já computávamos 1.172 óbitos. Entre a quinta e sexta, aumentaram em 735 os casos de infectados, dos quais 130 (menos de 19 por cento) em Porto Velho. Houve sete mortes, segundo a Sesau. Já no Boletim do sábado, o de número 171, mais casos registrados: 57.865, ou seja, mais 513 casos em 24 horas, com 49.029 recuperados; mais seis mortes, totalizando agora 1.180 óbitos, oito mortes a mais em 24 horas. Ainda estão internados em leitos comuns e UTIs, nada menos do que 320 pacientes. O coronavírus ainda é um grande perigo. Portanto, que se mantenham todos os cuidados e o maior distanciamento possível.

A REPÚBLICA SINDICALISTA E O ATIVISMO JUDICIAL

Sindicatos de trabalhadores querem cobrar taxas para autorizar que  comerciários trabalhem no feriado desta segunda-feira, 7 de setembro; Os sindicatos que representam a categoria, querem receber uma graninha extra de cada empresa, para autorizar o uso de mão de obra da categoria. Os valores dependem do número de empregados, mas deve ficar entre 35 e 800 reais. Sindicalistas espertos, com apoio da Justiça do Trabalho, não autorizam o trabalho em feriados, mesmo que a grande maioria da categoria queira trabalhar, porque, com seus cofres vazios, desde que a nova legislação acabou com o imposto sindical obrigatório, as entidades sindicais querem recuperar todo o dinheiro que perderam. Nada mais importa, nem os interesses da própria categoria. E a Justiça do Trabalho continua com seu ativismo judicial, decidindo sempre contra quem produz e emprega. Então, apesar de tudo, dos pretensos avanços, das mudanças da legislação, na essência nada mudou. A Justiça do Trabalho continua apoiando a República Sindicalista. Ou seja, os empregados, as empresas e os consumidores que se danem: o que importa é encher os cofres dos sindicatos, que estão quebrando. As lojas ficarão fechadas.

PERGUNTINHA

Você acredita que haverá mesmo uma Reforma Administrativa radical, que reduza significativamente a obesidade mórbida do Estado como um todo ou é apenas mais uma daquelas medidas sem resultados, demagógica, apenas para inglês ver?