Marta Emerick, administradora da garagem

PORTO VELHO (RO) – Na garagem do Governo de Rondônia existem atualmente 206 carros em uso, informa a assistente administrativa Marta Batista Emerick. A repartição funciona no Bairro Pedrinhas. O expediente começa às 5h, prolongando-se até o encerramento das atividades, às 22h.

A administração instalou ponto eletrônico, sistema online de checagem, ar condicionado e construiu banheiros adicionais – um masculino, dois femininos e um com acessibilidade.

Carros de representação ficam atualmente estacionados na garagem do subsolo da torre Pacaas Novos: 20 automóveis Corolla, dois Etio, dois Línea e dois Palio.

“Secretário, diretor ou assessor não escolhe mais o carro, recebe o que está na vez. O motorista sabe o fluxo e conhece a frota”, diz o coordenador de gastos administrativos João Ricardo de Souza.

Em parceria com o DER, a Sugesp asfaltou, drenou, iluminou, construiu muro e portão no pátio, e colocou TV na sala dos motoristas. O antigo barracão ganhou estrutura metálica.

Antigos privilégios foram cortados. Carros não levam mais servidores ao aeroporto, nem atendem a questões pessoais.

“É certo que não se consegue ver tudo, por isso apelamos à população para que nos ajude a constatar abusos”, apela Isis.

Recentemente a Sugesp exonerou dois motoristas após receber denúncias de uso irregular, um dos quais estacionara o carro numa casa de jogo em pleno horário de trabalho. Ambos respondem a processo administrativo.

Em 2017 será concluído projeto de construção da sede da frota da Casa Militar, onde ficarão veículos usados para atender à segurança das residências do governador Confúcio Moura, do vice Daniel Pereira, e ao hangar.

A engenharia projeta a cobertura da garagem com placa solar que deverá captar energia para outras dependências do prédio. “No momento, analisamos o custo-benefício do uso com sustentabilidade”, diz João de Souza.

“De alguns itens, a vistoria no Complexo é diária, a exemplo de torneiras, outras são semanais, mensais, semestrais e anuais, mas no geral o trabalho é permanente, em atendimento ao cronograma pré-estabelecido”, ela explica.

ESPAÇOS OCUPADOS

A administradora do Palácio Rio Madeira, Francisca Alexandra Rodrigues de Souza, a Sandra, destaca a importância da enfermaria e o ambulatório, ambos no andar zero (térreo), à esquerda de quem entra na Torre Rio Pacaas Novos. “Foram espaços criados no período da ocupação e agora serão supervisionados pela Sesau”, explica a administradora.

Nesses locais as pessoas podem medir a pressão arterial, doar sangue e receber vacinações durante campanhas.

O chefe da brigada socorrista é o 2º sargento e engenheiro civil Fábio Ferreira Bentos, que também é responsável pela fiscalização, controle e combate a incêndios.

A administradora aguarda possível parceria com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado de Rondônia

Engenheira Josiane Faustino

SUBSTITUIÇÃO DE FACHADA

Está em fase de conclusão na Polícia Técnica do Estado o laudo do acidente ocorrido em 11 de outubro de 2016, quando uma janela despencou do oitavo andar da torre Pacaas Novos, atingindo a cabeça do médico George Hamilton Siqueira, que caminhava no pátio.

Segundo o diretor executivo da Sugespe, Elvando Ribeiro, desde o acidente, o governo estadual acompanha o estado de saúde do médico, ao mesmo tempo em que notificou a empresa responsável pelos serviços de manutenção da fachada, cujo pronunciamento vem sendo aguardado.

“Iniciada a perícia pela Politec, a superintendente Isis Queiroz determinou procedimentos de avaliação, reparos, substituição, limpeza, manutenção preventiva e corretiva do Palácio Rio Madeira”, informa a engenheira civil Josiane Faustino.

Segundo ela, após o lançamento da cotação de preços para esses serviços, seis empresas de Rondônia se candidataram, o que possibilitará o preço médio local. Em seguida, as propostas serão encaminhadas à Superintendência Estadual de Licitações (Supel), com vistas à licitação dos serviços, na modalidade do pregão eletrônico.

“Se houver necessidade, 100% das fachadas serão substituídas em todos os prédios do Complexo Rio Madeira”, ela estimou.

MONTEZUMA CRUZ