O ano começou com a volta de uma outra ameaça à saúde pública: a febre amarela.

O primeiro sinal de alerta vem dos macacos e eles estão morrendo por causa da febre amarela. Foi o que o Ministério da Saúde observou em três estados das regiões Sul e Sudeste. De julho de 2019 a 8 de janeiro de 2020, 38 animais morreram em São Paulo, Paraná e Santa Catarina.

O que preocupa é que, nesses lugares, muita gente não tomou a vacina contra febre amarela, segundo o ministério, e os casos da doença podem aumentar no verão.

O vírus da febre amarela é transmitido aos macacos por meio da picada de mosquitos contaminados e pode ser transmitido para humanos que entram em uma área de mata sem estar vacinados e que venham a ser picados por esses mosquitos que circulam no meio silvestre.

“Tinha momentos de pessoas que estavam achando então que: ‘vamos começar a exterminar os macacos’. De jeito nenhum. O macaco é o nosso sentinela, que nos aponta onde o vírus da febre amarela está circulando”, explicou Helena Sato, diretora técnica do Centro de Vigilância Epidemiológica-São Paulo.

Nessa época de vai e vem de férias e carnaval, o Ministério da Saúde recomenda que a vacina da febre amarela faça parte do planejamento da viagem. Ela deve ser tomada pelo menos dez dias antes da data da partida, porque o nosso organismo precisa desse tempo para produzir os anticorpos.

Uma dose da vacina vale para a vida toda e é recomendada para pessoas até 59 anos de idade. Mas crianças que tomam a vacina aos nove meses devem tomar um reforço aos quatro anos de idade.

E quem tomou apenas uma dose fracionada da vacina deve tomar outra de reforço após dez anos.

O Ministério da Saúde já adquiriu 71 milhões de doses para 2020, suficientes para atender o país por cerca de três anos. No Nordeste, 1.100 municípios que ainda não faziam parte da área de recomendação da vacina vão passar a receber as doses gradativamente.

“Hoje a vacina de febre amarela está indicada para qualquer pessoa que vai se deslocar dentro desse país. Então, é fundamental que tome a vacina da febre amarela”, afirmou Helena Sato.

 

 

 

Fonte: G1