Preterido por Breno Mendes, ex-chefe de gabinete do prefeito Hildon Chaves e assessor do deputado Jair Montes, Eyder Brasil entregou o cargo de líder do Governo

PORTO VELHO – Há uma moral caolha habitando o Centro Político Administrativo de Rondônia (CPA) que coloca insistentemente o governador Marcos Rocha em constante duelo entre o discurso e a prática. Próximo de completar o segundo ano de mandato, o governador continua com o mesmo discurso da campanha, de combate a corrupção e de que fora ungido por Deus para governar o Estado.

A organização auxilia os governos na promoção de reformas anticorrupção

Talvez seja por isso que ele escolheu para o posto mais importante do Governo um jovem membro de uma família que transformou o que parecia um império econômico num tremendo mico, deixando centenas de trabalhadores ‘pendurados no pincel’ e que já se envolveu em transações comerciais pouco ortodoxas dentro do Governo. A partir daí, o Governo tem sido alvo de busca e apreensão autorizada pela Justiça e realizada pela Polícia Federal várias vezes.

A cereja do bolo desse discurso descompassado com a prática acontece agora na definição de quem o grupo palaciano vai apoiar na disputa à Prefeitura de Porto Velho.

Foto meramente ilustrativa – Redes sociais

O governo preteriu um companheiro de primeira hora e seu próprio líder na Assembleia Legislativa para fechar com dois deputados mais sujos que pau de galinheiro e que vivem às turras com as operações policiais em seus encalços.

O deputado Eyder Brasil pode até não ser essa coca cola toda na disputa ao Palácio Tancredo Neves, mas, pelo seu perfil e passado recente, estaria muito mais próximo do governador do que os deputados Jair Montes e Marcelo Cruz, este último já  sofreu busca e apreensão em seu gabinete pelo menos três vezes e, recentemente, fora denunciado à Justiça, acusado fraudar documentos para reembolsar o dinheiro que pagou em um cirurgia estática no nariz, mas que tentou empurrar na conta do contribuinte como uma indispensável operação no septo nasal.

Ainda não se sabe como vai se comportar na campanha o preterido sargento Eyder Brasil, mas ele já estrilou.

Veja o que diz o colunista Sérgio Pires em seu blog (e em sua coluna neste site também) Opinião de Primeira:

“Não deu outra! Tão logo ficou claro o apoio do Palácio Rio Madeira/CPA à candidatura de Breno Mendes (Avante) à Prefeitura de Porto Velho, o deputado estadual Eyder Brasil, que ocupava o posto de líder do governo desde o início da administração Marcos Rocha, renunciou ao posto. Obviamente, com elegância, afirmou em ofício que deixa o posto “por motivos estritamente pessoais” Como postulante a Prefeito, eleito pelo partido de Rocha (que hoje não está mais no PSL), Eyder contava com o apoio do governo para sua campanha. Mas quem o conquistou foi o deputado Jair Montes, presidente regional do Avante, há alguns meses indicado como vice-líder governista na Assembleia. Junto com outro parlamentar (Marcelo Cruz, presidente do Patriotas), Montes se aproximou muito mais que Eyder do grupo governista, conquistando o apoio para seu candidato e deixando Eyder Brasil sem o aval oficial do Palácio do Governo”. No grupo de Eyder, há uma clara decepção, embora há muito tempo já se ouvia nos bastidores da política que ele não seria o predileto pelo grupo político de Marcos Rocha. Eyder era, aparentemente, o último fio do cordão umbilical que ainda ligava, mesmo de forma tênue, o PSL ao Palácio. Agora, ele foi rompido.  O novo líder deve ser mesmo Jair Montes.  

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