PORTO VELHO – O clima não anda bem para a classe médica de Rondônia, com registro recente do assassinato de um profissional no distrito de União Bandeirantes e, na manhã desta quarta-feira, a tentativa de homicídio contra o infectologista Gladson Siqueira, um profissional de conduta irrepreensível junto aos colegas.

Oficial reformado do Exército Brasileiro, o médico estava legalmente armado e reagiu contra o homem que o atacou primeiro jogando ácido em seu rosto e também com tiros.

Gladson continua na UTI do Hospital de Base, para onde foi socorrido às pressas por colega dos do Centro de Medicina Tropical, onde foi atacado ao chegar para dar expediente.

O médico corre sério risco de ficar cego ou com a visão bastante comprometida. Notícia ruim para uma população tão carente de médicos, como a de Rondônia.

Entenda o ataque ao médico nesta quarta-feira:

O médico infectologista Gladson Siqueira foi atacado com ácido na manhã desta quarta-feira (6) no momento em que chegava para trabalhar no Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), na Avenida Guaporé, Zona Leste de Porto Velho. A vítima, que é também professor da Faculdade São Lucas, ainda trocou tiros com o criminoso no estacionamento da unidade de saúde.

De acordo com informações, o agressor já estava no estacionamento, sentado em uma motocicleta, quando o médico chegou. O homem se aproximou, começou a conversar com a vítima e, logo em seguida, abriu uma garrafa pet com ácido e jogou no rosto do infectologista.

O médico sacou uma arma e efetuou vários disparos em direção do criminoso, que revidou, mas conseguiu fugir. O criminoso também estava armado e atirou. Os tiros atingiram a lataria do carro do médico e ao menos outros dois que estavam no local.

Desesperada, a vítima correu para dentro do Cemetron pedindo ajuda. Os médicos realizaram os primeiros socorros, uma ambulância foi acionada e encaminhou a vítima para o Hospital de Base.

O ácido atingiu a boca e o olho da vítima. Amigos da vítima relataram que ele é muito querido por todos e que ele trabalha há mais de 20 anos no estado.