Tenho registro de vários assuntos, um deles coletado pelo jornalista Ciro Pinheiro, e mandado a este aprendiz de repórter de província

Lúcio Albuquerque

PORTO VELHO – Uma mania de assessores de vereadores e deputados é colocar em suas matérias sobre o assessorado (o vereador ou o deputado) que o dito cujo foi a um lugar ou a outro “prestigiar” tal e tal evento. Em meu entendimento o fato dele, como matéria que saiu esses dias em alguns veículos sobre o deputado Geraldo da Rondônia que foi ao revéillon em Ariquemes, não significa, necessariamente, que ela vá conferir prestígio a um evento. Ao contrário também pode ser verdade.

Ora, o  deputado não prestigiou nada. Ele foi prestigiado, como muitos outros cujas assessorias mandam dizendo que foi “prestigiar”. Em meu entendimento assessor desse nível acaba prejudicando o assessorado e acaba transformado em aspone (*).

Mas não é caso único. Em meu livro “A Cesta Página de um Repórter” conto o caso de ter sido abordado por uma jovem, há alguns anos, quando ela reclamou que eu a havia prejudicado. Aí explicou que era assessora de um órgão de governo e mandou uma matéria que coloquei no Alto Madeira, onde o texto dizia que “A secretaria estava realizando um curso de “consumo e tráfico de entorpecentes” para estudantes e concluía “alunos e professores estavam gostando muito”.

Tenho registro de vários assuntos, um deles coletado pelo jornalista Ciro Pinheiro, e mandado a este aprendiz de repórter de província, onde o autor dizia que a secretaria xis estava aplicando palestras para seus técnicos, “todas de insuma importância”. Deveria ser mesmo porque, tratando-se de uma secretaria responsável pela agricultura estadual não custava nada transformar o “de suma” importância em “insuma” importância.

ACLER TEM 4 CANDIDATOS A “IMORTAL”

A Academia de Letras de Rondônia, Acler, está realizando, pela primeira vez em sua história de 33 anos, a escolha, através de edital público, de candidatos a membros efetivos do sodalício, com duas vagas que serão disputadas por quatro candidatos, mas a decisão só deverá acontecer em fevereiro ou março próximos, depois de uma análise de cada um dos pretendentes, sendo que algumas exigências são básicas: o interessado deve ter pelo menos dois livros escritos e residir há mais de 10 anos em Rondônia. Para o presidente Francisco das Chagas, “Chagoso”, o número de inscritos incentiva a que outras escolhas também deverão ser por edital público.

Afora essa duas vagas, a Acler deverá realizar este ano escolha de mais membros efetivos, haja vista de dispor ainda de três cadeiras disponíveis.

HISTÓRIAS DO LÚCIO

Dona Labibe e a faixa

Eu e o Zé Carlos Sá, jornalista de primeira linha atualmente residindo em Santa Catarina, se não me engano em São José, cujos escritos podem ser encontrados no blog Banzeiros.com.br, trabalhamos várias vezes nos mesmos veículos  e tivemos a sorte de entrevistar algumas figuras históricas de Rondônia, o professor Esron Menezes, as professores Marise Castiel e Aurélia Banfield, além da senhora Labibe Aiéch Bártolo.

Dona Labibe, quase 100 a nos era uma cabeça muito lúcida, aliás, como todos os citados aqui. Na entrevista mostrei uma foto em que ela estava dentre as participantes do bloco “Noroeste”, carnaval de 1926, ela então com 18 anos.

A veneranda senhora foi a primeira mulher a falar em uma cerimônia pública em Rondônia – é bom lembrar que na época a mulher era par casar, ter filhos, cuidar da casa e ir para igreja. A então adolescente Labibe, ainda, Aiéch, declamou uma poesia em honra à Independência brasileira, dia 7 de setembro de 1922, quando foi inaugurado um obelisco, ainda hoje existente, em frente ao Palácio Presidente Vargas.

Na entrevista dona Labibe falou que uma vez foi eleita “Rainha do Carnaval”, e que havia ganhado dois prêmios. “Foram um sabonete, que eu já usei, e uma faixa”. Aí, virou-se para a filha, a professora Fátima: “Vá lá dentro e traga a faixa.

Mais de 70 anos depois, a faixa de Rainha do Carnaval estava conservada, envolta num plástico. Como se fosse uma prova provada de sua vitória.

(*) Aspone, o mesmo que assessor de porra nenhuma.

Inté outro dia, se Deus quiser!

Lúcio Albuquerque, repórter

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