“Ainda não conseguimos acreditar que ele tenha feito tal crueldade com o próprio tio”, desabafa uma tia do mostro

VILHENA – A crueldade e a frieza do ser humano para com o seu semelhante parece não ter limites. Na cidade de Vilhena, a 750 quilômetros da capital de Rondônia, Porto Velho, um jovem de 28 anos, assassinou o próprio tio a facadas, enterrou o corpo no quintal da casa em que morava, e preparou o terro em cima da cova rasa para fazer uma churrasqueira. No local, ele pretendia fazer um churrasco para celebrar seu noivado, mas até a candidata a viver com o monstro desconfiou e não aceitou o convite. Parece até enredo de filmes como ‘matou a família e foi ao cinema’, mas é a dura realidade da vida nos trópicos amazônicos.

A base para construção de uma churrasqueira sobre a cova onde foi enterrado Nilton César Santos do Nascimento, de 44 anos (no destaque), cujo corpo foi encontrado na noite desta quarta-feira, após 12 dias desaparecimento

No desdobramento do caso, em entrevista concedida à imprensa na manhã desta quinta-feira, 10, Marinêz Regina Santos do Nascimento, irmã de Nilton César Santos do Nascimento, de 44 anos, encontrado morto na noite de ontem, após 12 dias desaparecimento, afirmou que o sobrinho teria realizado um churrasco de noivado sobre o corpo do tio, que ele mesmo confessou ter assassinado a facadas e enterrado no quintal da residência onde mora.

Marinêz Regina Santos do Nascimento dá entrevista em frente a Unisp e diz que a família está em choque com a atitude do sobrinho

Segundo Marinêz, desde o desaparecimento de Nilton, seu irmão caçula, que se deu no dia 28 de agosto, ela já desconfiava do sobrinho, pois os dois já haviam tido algumas desavenças e a casa do jovem, de 28 anos, foi o último lugar em que a vítima foi vista com vida.

A mulher relatou ainda que o sobrinho, que reside em uma casa de propriedade da avó, enviou imagens para ela afirmando que estava realizando uma limpeza no quintal, coisa que nunca havia feito desde de que mora no imóvel, há anos.

Para justificar a construção de uma churrasqueira no quintal, sob a qual o corpo de Nilson foi encontrado pela Polícia Civil, o sobrinho alegou que iria pedir a companheira em casamento e que queria realizar uma celebração familiar no local. Celebração esta que de fato ocorreu sobre o corpo de Nilson, porém, Marinêz não foi ao evento, afirmando que seu coração já lhe dizia que havia algo de errado.

“Ainda não conseguimos acreditar que ele tenha feito tal crueldade com o próprio tio”, desabafou a mulher, que afirmou ainda a mãe da vítima e seu irmão, pai do assassino, estão em estado de choque com tamanha frieza e crueldade.

Com informações e fotos da Folha do Sul