Não está fácil escrever sobre cultura em Porto Velho, com praticamente tudo parado (em se falando de eventos culturais). A coisa está feia pro lado de quem escreve sobre o assunto em Rondônia e nós nos colocamos nessa lista.

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Vamos tentar falar sobre alguma atividade que possa ser considerada como tradição em nossa cidade e se é tradição, pode ser considerada cultura do nosso povo.

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Estou me referindo a prática de empinar papagaio (para alguns, pipa) que sempre nos messes das férias escolares, enche os ambientes, tipo campos de futebol e com mais frequência as ruas da cidade com empinadores de papagaio.

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Com a pandemia, a prática de empinar durante as férias de JULHO tomou conta do mês de AGOSTO e tenho certeza, de que não será diferente no mês de SETEMBRO

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No bairro onde moro na Zona Sul e no bairro Lagoinha onde mora a minha sogra, aos finais de semana, a prática de empinar papagaio conta com a participação de gente de todas as idades e gênero.

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As crianças perdem espaço para os marmanjos barbudos, além de se ver muitas mulheres com a cara pro céu trançando. Aliás, trançar nos dias de hoje perdeu o glamour de antigamente, quando a gente tinha que pilar o vidro, fazer a cola e passar cerol na linha. Hoje tem a tal de linha Chilena que já vem preparadinha com uma espécie de cerol que é super poderoso.

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Antes, aparar um papagaio que vinha caindo era uma vitória, hoje com a linha Chilena, é perigoso se aparar um papagaio que vai quedando, porque na maioria das vezes o cerol do papagaio que vai quedando corta o papagaio aparador.

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Apenas um lembrete, o cerol que vem na linha chilena é muito perigoso, por isso, é bom tomar muito cuidado para não provocar acidente e nem sofrer acidente ao utilizar essa linha. Quem está tendo muito trabalho com os papagaios, é a Cia responsável pela distribuição de energia elétrica, pois, é comum os curtos circuitos provocados por engate de papagaios.

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Antigamente o jornal Diário da Amazônia sob a coordenação do Paulinho de Tarso e em parceria com a Ceron, realizava o campeonato de Papagaio e Pipa no Espaço Alternativo com boa premiação. Muita gente participava concorrendo aos prêmios.

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Material para não deixar de escrever a coluna. Agora, pra valer mesmo, elogiamos a prefeitura de Porto Velho pela REVITALIZAÇÃO do Índio de Ferro na BR – 364.

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O monumento “Índio de Ferro” é uma obra do artista plástico e engenheiro, Júlio Carvalho. Fazia tempo que o “caboco de ferro” estava necessitando de uma roupagem nova, o que foi feito agora pela prefeitura de Porto Velho.

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A equipe do DRLP atendeu a demanda, no intuito de contribuir com o resgate histórico e da identidade do município de Porto Velho. O trabalho de restauração da base em concreto e da nova pintura foi intermediado pela Secretaria Geral de Governo (SGG).

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A última restauração aconteceu há cinco anos quando, à época, também havia sido contemplado outros monumentos artísticos, como o “Mural dos Pioneiros” e o “Painel dos Imigrantes”.

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Júlio Carvalho tá que é só felicidade.

 

 

 

 

Por Silvio Santos