Nas letras de suas canções, Ernesto Melo conta a história de Porto Velho com detalhes de quem realmente a viveu

Zé Katraca

PORTO VELHO – Que prazer escrever essa coluna assistindo a live “Caros Amigos”, apresentada pelo Carlinhos Maracanã. O bate papo é com o poeta da cidade Ernesto Melo. Uma verdadeira aula de história sobre a cidade de Porto Velho.

Ernesto Melo lembrou muito bem, que quem colocou o apelido de “Velho Ernesto”, fui eu. Sabem por que? Apesar de ser muito mais novo que muitos boêmios da época, Ernesto Melo nas letras de suas canções, conta a história de Porto Velho com detalhes de quem realmente viveu aquilo.

Em virtude disso, eu sempre o anunciava nas rodas de samba do bar do Cassimiro: “agora vamos ouvir o “Velho Ernesto”. E o apelido pegou.

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Posso garantir sem medo de errar que foi a melhor live do Projeto Caros Amigos entre todas que assisti e olha que foram muitas. Carlinhos Maracanã está de parabéns pelo papo com o poeta Ernesto Melo.

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Se você quiser saber se é verdade o que esta escrito aqui, é só acessar a página do Carlinhos Maracanã no face e conferir.

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Como já entramos no assunto recordação, vamos lembrar o tempo da Semana da Pátria de quando estudávamos no Colégio Modelo, la pelos idos do final dos anos de 1960.

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Naquele tempo, os desfiles dos Grupos Escolares onde funcionava o curso que era conhecido como “Primário”, que ia da 1ª a 4ª série, nossa turma fazia o Ginasial que também eram quatro séries e depois se passava para o Científico ou Normal (quem pretendia ser professor(a).

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A nossa fanfarra era considerada a melhor entre as que existiam a época. Lembro que o professor de Educação Física Câmara Leme, gostava da nossa fanfarra e sempre nos convocava para tocar para os alunos das escolas primárias desfilarem.

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Naquele tempo esses estudantes desfilavam no dia 5 de setembro e como a turma da nossa fanfarra que era formada na maioria pela turma que frequentava o Bar do Canto em virtude do Gilson e do Hilton Macedo (meus primos) fazerem parte da Banda e como o Bar do Canto já era famoso, na realidade era o point da cidade, em consequência a gente já tomava uma cervejinha, sabendo disso o Câmara Lema nos oferecia uma Grade de Cerveja (24 garrafas de 600 ml) a ser consumida após os desfiles no Bar Plaza que ficava na Praça Mal Rondon, local para onde os alunos após a ‘Parada” iam posar pra fotos.

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Não era fácil, a gente ficava tocando sem parar por aproximadamente duas horas, pois tocávamos para todos os Grupos Escolares o  rede pública, era muito menino e menina, apesar de muitas vezes o sol estar de rachar, a gente só queria saber do depois, justamente para degustar a Grade de Cerveja patrocinada pelo professor Câmara Leme. O mais legal era que ele bebia junto com a gente. Se fosse nos dias de hoje com certeza ele seria punido pela Secretaria de Educação e quem sabe podia até ser exonerado.

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Aquela participação era como se fosse o ensaio geral da nossa fanfarra para o desfile do dia 7 de Setembro. Tempo bom que deixou muita saudades.

Por: Sílvio M. Santos