Cheios de história para contar, simples no jeito de falar, atenciosos, prestativos. O que mais dizer dos marceneiros que trabalham no Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro? Integrantes da Divisão de Reparos (ou Manutenção), elas descarregam tubos de gás, medem e reparam peças de alumínio, cadeiras, ferro e outras.

Consertam janelas, portas e portões. Usam alicates, chaves de fenda, martelos, maçanetas, solda elétrica, parafusos, perfuradoras, pregos e algo mais.

Trabalham diariamente lá no fundão do hospital. Fazem carpintaria, marcenaria e mecânica.

Ari Rodrigues de Matos, 59, sete filhos e sete netos (seis mulheres e um homem), nascido em Guajará-Mirim, lembra até a data de sua admissão: 1º de abril de 1981. Tempos depois, foi transferido para o Banco de Sangue, onde lhe encarregaram de chefiar serviços gerais. “Fui até garoto-propaganda das doações”, ri.

Acreano de Brasileia (fronteira brasileira com a Bolívia), José Alves da Silva, 69, tem um filho e dois netos. Atraído pelo surgimento do novo estado, mudou-se em 1982 para Rondônia, lá deixando a maior parte da família, incluindo-se quatro irmãos. Segundo conta, foi o responsável pela instalação dos primeiros móveis do hospital e ajudou a colocar o equipamento de raio X.

Incrivelmente, esses senhores da história do hospital ainda “dão no couro”. Visitem o hospital às 7h da manhã e irão encontrá-los lá no fundão.

Repórter na Secom-RO. Chegou a Rondônia em 1976. Trabalhou nos extintos jornais A Tribuna, O Guaporé, O Imparcial, O Parceleiro, e na sucursal da Empresa Brasileira de Notícias (EBN). Colaborou com o jornal Alto Madeira. Foi correspondente regional da Folha de S. Paulo, O Globo e Jornal do Brasil.