Um trabalhador do DER chegou a passar mal e registrou boletim de ocorrência acusando o chefe de assédio moral e terror psicológico

PORTO VELHO – Indignados, servidores do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) questionam a nomeação de um agente penitenciário como diretor operacional de obras da pasta. A revolta não tem nada a ver com a qualificação profissional, mas com a truculência e falta de respeito do agente no trato com os profissionais do DER. Segundo denúncias encaminhadas ao expressaorondonia, depois de sofrer terror psicológico, imposto pelo agente penitenciário quando era chefe da 13ª Residência, em 2018, um profissional do Departamento chegou a passar mal e registrou boletim de ocorrência acusando o chefe de assédio moral.

“Cada município tem uma base de obras. Na 13ª residência, em Porto Velho, em 2018, foi nomeado como chefe um cara por nome de Adriano Furtunato. Ele é agente penitenciário. Lá, cometeu todo tipo de assédio moral contra servidores, inclusive existe um procedimento no Ministério Público, porque ele deixava duas cozinheiras até as 18 horas de castigo, em um bando, enquanto todos os servidores saiam às 17h. Ainda deixava um capanga dele para cuidar das duas servidoras. Ele causava terror psicológico nos servidores, perseguia, tirava CDS (gratificação) de efetivos, colocou o ódio em prática. Depois de uns 4 meses da gestão dele, quando ninguém aguentava mais tanto sofrimento, o mesmo agrediu verbalmente um servidor idoso, que tem 37 anos de serviço público. Tivemos que chamar o Samu e um jornalista. O Samu levou o servidor para o Ana Adelaide, ele estava passando mal. Nesse dia, toda a equipe de trabalho se revoltou, foram para o portão e fizeram um abaixo-assinado com 100% de assinaturas foi entregue a um diretor do DER, de nome Diego.  Os servidores exigiram a exoneração deste Adriano Furtunato, se não ninguém retornaria ao trabalho. Enfim, o cara saiu escrachado de lá”, relata um servidor em denúncia anônima ao Expressão.

“Mas, pasme, depois de mais de um ano, o DER tem um diretor por nome de Elias Rezende que também é agente penitenciário. Não sei quem permitiu, mas o tal Adriano Furtunato foi premiado com a nomeação de diretor operacional de obras. Ele manda em todas as residências do DER do estado, inclusive a que fez o abaixo-assinado. Os servidores estão indignados com o governador, que premiou um criminoso, sim porque ‘assédio moral’ é crime. Agora, a perseguição está legalizada. Imagine a vida destas pessoas, que pediram a saída deste cara. Lá tem servidores com problemas psicológicos até hoje por causa deste fato”, completa o denunciante.

Ainda segundo os servidores, que enchem as redes sociais de denúncias e reclamações, o agente penitenciário é “queridinho do governador”. “Em 2017, os servidores da Sejus pediram a saída dele com carro de som no CPA. O secretário da Sejus, na época, era o então governador Marcos Rocha. A reclamação era perseguição e assédio moral. Esse cara é figura carimbada por onde passa”, finaliza o denunciante.

A reportagem do Expressão não conseguiu contato com o agente nem com a assessoria do governador, mas resguarda o espaço para que ambos possam se pronunciar sobre o caso.