O voluntariado da AMB socorrendo Manaus

PORTO VELHO – Enquanto aqui ninguém fala nisso, a Associação Médica Brasileira (AMB) enviou um grupo de 18 médicos voluntários para reforçar a assistência à população de Manaus no tratamento da covid-19. A Força-Tarefa AMB-Covid desembarcou na cidade neste sábado, 13. Eles se somarão a outros seis médicos voluntários, já na cidade desde o dia 6 deste mês, e ainda receberão reforço de mais outros seis, em 20 de fevereiro. Segundo a AMB, os seis primeiros médicos colaboraram na reativação da UTI de campanha Nilton Lins. Os voluntários que foram hoje para Manaus viabilizarão a reabertura de outras unidades de terapia intensiva desativadas por falta de médicos.

E POR AQUI?

Em Rio Branco, o secretário municipal de Saúde disse que há casos de funcionários anuncia ando que não tomarão a vacina e, segundo ele, pretendem ficar em casa, ganhando. Em depoimento na Câmara da capital acreana, o secretário lembrou que o Ministério Público do Trabalho (MPT) reconheceu que o trabalhador que se recusar a tomar o imunizante no seu local de trabalho é passível de demissão, porque ao se recusar a tomar a vacina, ele estará colocando os colegas em perigo.  Por aqui já há alguém anunciando que não vai tomar?

MÁSCARAS

Um recado para quem gosta de andar sem máscaras, inclusive em locais públicos: se a polícia agir certo, muita gente vai ter problemas, porque a decisão do STF sobre o assunto, ainda faltando alguns votos, já está tomada, coma manutenção da legalidade da lei que determina o uso do protetor em áreas de acesso público e presídios, em razão da pandemia de Covid-19. Entenda-se: locais como o Espaço Alternativo e o Skate Park, onde muita gente nem leva mais a máscara, são considerados públicos e a lei, se a polícia quiser trabalhar (ou se deixarem),  pode aplicar punição em quem desrespeitar a norma.

PERCA DE TEMPO

Quanto custa uma hora de trabalho de um ministro do STF? E por que, para criminosos violentos, admite-se a “audiência de custódia” e no caso a seguir, não houve? O ministro Fachin caneteou mandando liberar de pendências uma mulher de 52 anos que ao ser presa confessou estar com fome. Ela cometera o crime de se apossar de um pedaço de queijo cujo valor era 14 reais. Depois é comum ouvir de pessoas do Judiciário que têm sobrecarga de trabalho. Uma questão que poderia ter acabado numa conversa, talvez até com o delegado, chegou até ao STF. Parece piada mas não é.

VAMOS AO ROTEIRO

Vamos lá: a mulher se apossou de um pedaço de pão, foi presa (o que pressupõe que, para tão tenebroso crime tiveram de mobilizar uma viatura policial, que poderia estar muito melhor empregada). Na delegacia ela, o denunciante, as testemunhas são ouvidas pelo delgado mais o escrivão, e haja tempo e dinheiro jogado fora por um nada. Aí formaliza o processo, haja papel e tempo. O MP denuncia (será que o promotor não tinha mais o que fazer?). O juiz aceita, e o processo (????) segue para adiante, com recursos, segunda instância, e haja andanças, até chegar ao STF quando o ministro Fachin tendeu recurso da Defensoria pública e pediu reconhecimento de insignificância, classificando de “famélico”.

E QUEM PAGOU?            .

Agora, vamos aos números. Quanto custa a hora de uma ronda policial? E todos os serviços daí em diante para fazer a máquina judiciária funcionar até ao STF. Some tudo e vá checar quanto, do dinheiro do contribuinte, custou toda a papelada, horas de trabalho etc, até chegar aos finalmente, que, se fosse usado do bom senso, teria acabado na padaria mesmo. Jean Valjean, personagem-chave de Os Miseráveis, vem à tona e no túmulo, o autor, Victor Hugo, deve ter imaginado: “Quanta perda de tempo e de dinheiro”.

CRIANÇAS

A Universidade de Oxford lançou um estudo para avaliar a segurança e a resposta imune da vacina contra covid-19 que desenvolveu com o laboratório AstraZeneca em crianças pela primeira vez.   O novo teste de fase intermediária vai determinar se a vacina é eficaz em pessoas entre 6 e 17 anos, de acordo com um comunicado por e-mail enviado pela universidade. Cerca de 300 voluntários serão inscritos e as primeiras vacinas são esperadas este mês, disse Oxford. A vacina Oxford-AstraZeneca realizada em duas doses foi aclamada como uma espécie de “vacina para o mundo” por ser mais barata e mais fácil de distribuir do que algumas rivais. A AstraZeneca tem uma meta de produzir 3 bilhões de doses este ano e mais de 200 milhões de doses por mês até abril.

Por: JL Albuquerque, com informações da AgênciaBrasil

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