PORTO VELHO – Das commodities à Indústria 4.0, Tecnologias Digitais para Agregação de Valor, Compensação Ambiental – Níveis de Equivalência Ecológica, entre outros, foram temas da 23ª reunião do Conselho Temático de Meio Ambiente (Coema), realizada sexta-feira passada pela Federação das Indústrias de Rondônia, em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), no salão de convenções da Casa da Indústria, em Porto Velho.

O presidente da Fiero, Marcelo Thomé ressaltou a importância da digitalização da economia. “É impressionante a força da CNI, das federações e dos sindicatos. Fico orgulhoso de fazer parte desta rede, por ser um dos últimos bastiões da legitima defesa do País e dos reais propósitos de desenvolvimento e da geração de emprego e renda, esta instituição chamada Sistema Indústria”, destacou o presidente.

Para Thomé, a oportunidade de receber o Coema pela segunda vez em Rondônia “abrilhanta e fortalece a parceria com a Confederação”.

Segundo o presidente, o Coema é um dos conselhos temáticos mais atuantes da CNI. Muitas conquistas em defesa dos interesses do Sistema têm surgido de pautas e sugestões desse órgão e das discussões regionais.

Interior da Estruturas Metálicas Castilho, em Pimenta Bueno

“Este olhar regional é algo que precisamos fortalecer. Não acredito numa solução nacional, creio em soluções regionais para resolver os nossos problemas”, garantiu Thomé.

O painel Das commodities à Indústria 4.0 – Tecnologias Digitais para Agregação de Valor foi apresentado pelo especialista da Gerência de Política Industrial da CNI, Vinícius de Barros Fornari. Ele falou da competitividade e agregação de valor e tecnologias digitais. “Esta é uma temática atual em agendas de outros países e o Brasil está começando a estudar e a entrar nesta ótica das possibilidades da digitalização da economia que pode contribuir para o aumento da competitividade e produtividade da indústria”, explicou Fornari.

O especialista em políticas e indústria da CNI, Mário Cardoso, falou da Compensação da Reserva Ambiental e a questão climática que será debatida no âmbito do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, uma instância criada no governo federal.

Segundo Cardoso, o Coema regional tem o papel de trazer a pauta ambiental para o conhecimento dos outros estados. “Queremos mostrar hoje o caminho a percorrer, mas é fundamental resolver os problemas de hoje, do dia a dia, como as questões regulatórias, transporte, logística. Tudo isso precisa ser resolvido. E temos de estar de olho no futuro”, pontuou.

O vice-presidente de Meio Ambiente e Sustentabilidade e representante regional do Sistema Fiero no Coema, Ivandro Justo Behenck, disse que o debate voltado para a preservação do meio ambiente e ao desenvolvimento é o que interessa para a indústria que quer se desenvolver, crescer e se tornar mais competitiva e gerar riquezas com sustentabilidade.

Participaram:
Arlindo Júnior Pedrosa – secretário Executivo da Secretaria de Meio Ambiente de Porto Velho (Sema)
Vilson de Salles Machado – secretário do Desenvolvimento Ambiental do Estado de Rondônia (Sedam)
Carlos Alberto Paraguassu Chaves – superintendente do Ibama em Rondônia
José Adriano Ribeiro da Silva – presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) e vice-presidente da Ação Pró-Amazônia
Shelley de Souza Carneiro –  secretário executivo do Coema Regional Centro-Norte e gerente executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI

Diversos técnicos,  empresários, representantes de federações das regiões norte e centro, dentre outros convidados, também compareceram.

Para o vice-presidente do Conselho de Representantes do Sistema Fiero, Paulo Kreuz, representante da Fiero no Conselho Nacional do Coema, o grande desafio da Federação é “repactuar o relacionamento com os sindicatos e da indústria rondoniense com os atores do tecido institucional do estado.”