Segundo a própria Funai, aluguel é de R$840 mil, além do condomínio de R$211 mil por mês

BRASÍLIA – A administração do presidente Jair Bolsonaro tem feito grandes obras pelo Brasil e demonstrado muita coisa que mais parecia casuísmo ou capricho de quem detinha o poder até então. Mas o próprio Governo divulga pouco essas ações, preferindo a pirraça ideológica e a dedicar a responder provocações dos adversários que não querem que seu governo dê certo.

Dois casos em que muita se fala e nada é feito são os casos da queima de equipamentos por agentes do Ibama, quando flagra invasões de reservas e parques públicos e, agora, a Funai. No Ibama, o próprio presidente Jair Bolsonaro anunciou que este ato de queimar máquinas apreendidas com invasores não aconteceria mais e que esses equipamentos seriam doados à prefeituras ou associações de produtores rurais. Até agora, o que se vê são os arrogantes fiscais do Ibama e do ICMbio agindo como ‘Neros’ tocando fogo m equipamentos novos às vezes, porque nenhuma providência foi tomada para revogar a resolução que autoriza este ato.

Alvo de discurso inflamados, lives e vídeos publicados nas redes sociais no início do Governo, a Funai continua no mesmo batidão de sempre: uma bela sinecura para alguns espertalhões e fazendo nada para mitigar os problemas que afetam as aldeias Brasil a fora.

Após assumir, em janeiro de 2019, a ministra Damares Alves, do ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, logo descobriu que a Funai em Brasília fica em prédio de luxo, com aluguel mensal de mais de R$1 milhão, incluindo o condomínio de R$211 mil, todo santo mês. Damares mandou a Funai procurar algo mais barato, até em respeito aos funcionários da ponta, onde estão os índios, que trabalham em condições precárias. Mas o Congresso tirou a Funai de Damares e tudo ficou como estava. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

“Eu vi sede da Funai em casinha, caindo”, disse Damares duas semanas após sua posse como ministra. De lá para cá, nada mudou.

Funcionários da Funai usam velhos veículos usados como “escritórios”. As sedes físicas, onde existem, não têm nada, nem ventilador.

Por sua assessoria, a Funai garante que seu presidente, Marcelo Xavier, mandou fazer um estudo que indicou ser o aluguel “vantajoso”.

Com informações do www.diariodopoder.com.br