A árvore que chega a 50m de altura está na lista do Ministério do Meio Ambiente como uma das espécies ameaçadas

PORTO VELHO – A Energisa Rondônia doou 2.208 mudas de Castanheira-do-Brasil para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam). A entrega ocorreu na segunda-feira (27), em Porto Velho, e representa uma contribuição importante para a preservação do meio ambiente e dessa espécie, que é uma das mais exuberantes árvores da região amazônica e está na lista de espécies ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente.

De acordo com o coordenador de Desenvolvimento Florestal da Sedam, Hueriqui Charles Lopes Pereira, a doação será usada no projeto Plante Castanha Brasil que distribui mudas da espécie para famílias em assentamos rurais no interior do estado, especialmente naqueles situados nas cidades de Ji-Paraná, Guajará-Mirim e Nova Mamoré. “Vamos realizar o cadastro dos produtores rurais e entregar as mudas para que eles plantem em suas propriedades. Nessas ações, damos preferência ao uso de árvores típicas da localidade”, disse Hueriqui.

O coordenador de Meio Ambiente da Energisa Rondônia, Luzay Lopo Generoso Filho, explica que a presença da árvore na região faz com que alguns moradores até estranhem que esteja na lista de espécies ameaçadas, mas o ciclo de vida da castanheira torna importante a preocupação de longo prazo. “Ela leva pelo menos oito anos para crescer e começar a produzir seus frutos que servem de alimentos a animais”, disse o coordenador. A Castanheiras-do-Brasil normalmente tem entre 30m e 50m de altura e de 1m a 2m de diâmetro. Porém, em regiões mais isoladas pode ultrapassar 50 metros.

A castanha-do-brasil é a maior fonte natural de selênio, mineral que tem funções antioxidantes e fortalece o sistema imunológico. Além de alimentos para a fauna, as famosas castanhas do Pará, como popularmente são conhecidas, são comercializadas em todo o mundo e são fonte de renda para centenas de família no estado. “Em longo prazo, essas mudas vão contribuir não somente para fauna e para o reflorestamento da região, mas também como fonte de renda a famílias de Rondônia”, declarou Luzay.