Dos partidos que dizem que apresentaram chapa para prefeito, apenas o PT já sabe que quer se coligar com o PSOL, que ficaria com a indicação do vice

PORTO VELHO – Dentro de mais duas semanas, os partidos, em  todo o país, que pretendam disputar as eleições deste ano deverão estar com todos seus candidatos, a prefeito, vice e vereadores escolhidos durante as respectivas  convenções, conforme a legislação eleitoral, mas um problema que está sendo enfrentado nesse momento é a questão do vice.

“Estamos conversando”, respondeu um dos candidatos. Outro disse que seu partido já definiu o perfil, mas desde que se enquadre na linha partidária. Uns dirigentes admitem que deixaram a indicação em mãos dos respectivos prefeitáveis, e também que o partido é que vai decidir, foram algumas das respostas.

A questão do vice de cada candidato a prefeito pode se transformar numa disputa interna e até “quebrar” uma sigla. De duas pessoas que se disseram membros das convenções de dois partidos o site ouviu que essa “caçada ao vice” pode levar a que eles acabem não trabalhando a favor da candidatura a prefeito. “Deixar na mão do indicado para cabeça da chapa pode ser um erro”, disse um deles.

No PT, que indicou durante uma reunião do diretório, como é comum na sigla, seu candidato, Ramon Cujui, presidente do municipal portovelhense, a convenção é para cumprir um ritual da Justiça Eleitoral, mas terá um vice de outra sigla. Segundo Cujui o partido está conversando com outros que tenham a mesma linha ideológica, mas admitindo a possibilidade de que seja do PSOL.

No Democratas, o advogado Fabrício Jurado, ele próprio pré-candidato a prefeito, o nome do vice está sendo definido numa conversa com “partidos irmãos”, e que serão 30 candidatos a vereador, a serem confirmados dia 16, último dia previsto para as convenções.

O ex-secretário portovelhense de Agricultura Leonel Bertolim é o nome já definido pelo PTB, cuja convenção será no dia 14, de forma virtual como todos os outros. Mas Bertolim pode ser colocado à disposição de outra sigla e acabar disputando como vice. Segundo o vereador Palitot, presidente municipal da sigla, Bertolim tem um projeto arrojado “e não mirabolante”, acrescentou, para implementar o desenvolvimento do município.

No Republicano, o ex-deputado Lindomar Garçom deve mesmo ser o candidato a prefeito, mas ele admite que se o PSDB convencer o prefeito Hildon Chaves a tentar a reeleição, o próprio Garçom deve postular a coligação com ele como vice.

No Solidariedade, capitaneado pelo ex-governador Daniel Pereira, está confirmado o nome do ex-comandante da Polícia Militar coronel Ronaldo Flores, ficando sob responsabilidade dele a indicação de um nome para vice. Daniel resume a razão da opção ser Ronaldo: “Sua capacidade organizativa e de liderança”.

No MDB, ficou a cargo do candidato a prefeito Williames Pimentel a indicação do vice, apesar de membros do partido citarem que a sigla tenha vários nomes capazes de somar votos e aglutinar competência, deverá mesmo vir de fora. O MDB não elege um prefeito em Porto Velho desde 1985.