Está em aberto a escolha do vice e o partido quer um que não atrapalhe, já que Hildon agora deixa de ser estilingue para ser vidraça

PORTO VELHO – A luta pelo poder às vezes é mais forte que a luta pela vida. É isso que se viu ontem, durante a convenção presencial em que o PSDB desafiou todas as normas de segurança devido ao coronavírus, para realizar na manhã desta terça-feira a confirmação do nome do prefeito Hildon Chaves à reeleição e de seus 32 candidatos a vereadores, numa reunião em ambiente praticamente fechado, um auditório minúsculo e muita gente do lado de fora, e ainda numa clara situação mais que pesada devido à disputa  entre as  alas ligadas à família Carvalho (ex-governador Aparício e seus filhos a deputada federal Mariana e o vereador Maurício) e o grupo ligado do ex-senador Expedito Júnior.

A sede do partido, no Bairro Nova Porto Velho, que já e pequena para reuniões menores, ficou minúscula, e muita gente preferiu ir embora mesmo antes da chegada de Hildon, recebido com uma bateria de fogos. Algumas pessoas saíram dizendo que iriam assistir à convenção em casa e ver pelas redes sociais.

Antes, durante e ao fim da convenção, ocorrendo sem indicação do vice, havia duas correntes, uma defendendo que o novo vice seja um nome “que não atrapalhe a administração”, referência ao atual Edgar do Boi.

Outras pessoas disseram que entre os nomes da lista de pretendentes a vice, queriam um que tenha boa capacidade de captação de votos, e houve claras citações de que o nome do vereador Maurício Carvalho, com muitos alegando que o melhor seria o ex-vereador Alan Queiroz.

O presidente municipal tucano, Lindomar Carreiro foi claro: “entendo que o PSDB tem nomes suficientes para todos os postos e não serei favorável a que se traga uma candidatura a vice de outra sigla. O partido não deve fazer coligação com ninguém”.

A votação dos convencionais acabou 12 horas e, em seu pronunciamento, Hildon explicou as razões que o levaram a deixar de lado o discurso de ser contra a reeleição, aceitando sugestões para que buscasse outro mandato o que, conforme membros do partido, só ficou definido ontem, mas pelo menos um deles disse que a negativa de Hildon era apenas para evitar desgastes.

Em seu discurso, depois de aceitar a recandidatura, Hildon explicou que a nova tomada de decisão veio em razão das “dificuldades que o município e o país já estão enfrentando devido a pandemia de coronavírus. “Já estamos sentindo, mas teremos ainda por um bom tempo, o desaquecimento da economia e no caso dos municípios certamente isso também vai acontecer”.

Hildon explicou ainda ter vários projetos não inteiramente entregues à população, e outros em andamento, afirmando que não aceitar a disputa da reeleição representaria um ato de acovardamento, e que ase sente bem disposto para enfrentar a maratona da campanha.

De uma forma ou de outra, Hildon Chaves, que em 2016 era uma espécie de “franco atirador”, agora confirmada sua recandidatura, de estilingue passa à condição de vidraça.

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