O Comitê de Segurança do TJRO alerta que, se você receber uma mensagens em nomes de juiz ou desembargador, cheque se realmente se trata daquele contato (por exemplo, ligando diretamente para a pessoa

PORTO VELHO – A expansão dos direitos de criminosos que vem se verificando no Brasil das últimas décadas tem forjado bandidos cada vez mais ousados, que não respeitam nem a lei nem as autoridades constituídas. Essa constatação se dá através de múltiplas observações do cotidiano, como as notícias de que, de dentro de prisões federais de segurança máxima, comandam o tráfico de drogas e assassinato de adversários aqui fora, um mundo que, em tese, não deveria estar ao alcance dos presos.

Agora, por exemplo, juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de Rondônia estão sendo vítima de golpistas que tentam se passar por eles para aplicar golpes via aplicativo de whatsapp.

O Comitê de Segurança do Tribunal de Justiça de Rondônia detectou uma onda de tentativas de golpes pelo WhatsApp utilizando contatos falsos com novos números com fotos dos magistrados, afim de obter dinheiro de familiares ou amigos. Diante disso, é feito um alerta aos que receberem qualquer pedido de depósito bancário em nome de juízes ou desembargadores.

Como funciona

Geralmente o golpista envia uma mensagem de um número estranho, se passando por um magistrado e, então, avisando que mudou de número. Assim, pede para salvar o novo contato. Algum tempo depois envia outra mensagem pedindo que deposite em determinada conta um valor, pois “está com um bloqueio temporário” (ou qualquer outra desculpa do gênero), garantindo que logo em seguida devolve o dinheiro. Como se trata de uma pessoa íntima ou conhecida, é comum que pessoas sejam vítimas do golpe – não tendo, portanto, seu dinheiro devolvido.

O que fazer?

Ao receber essa mensagem, mesmo que for uma prática usual, entre em contato com o familiar e confira a identidade da pessoa. Cheque se realmente se trata daquele contato (por exemplo, ligando diretamente ao indivíduo) é o bastante para determinar a segurança das circunstâncias. Recomenda-se que isso seja feito antes de tomar qualquer atitude de transferência de valores.

Com informações da Assessoria de Comunicação Institucional TJRO