Juiza Euma Tourinho representa do TJRO na ação

Nesta segunda-feira, 25 a partir das 12h30, o Judiciário vai realizar uma série de lives, no Instagram, falando de importantes questões do processo de adoção no Brasil. A abertura é no perfil do CNJ (@cnj_oficial) sobre o SNA.

Ao final da transmissão será feito o convite para que o público continue acompanhando a conversa no próximo perfil. Na programação, temas como a Entrega Legal, Adoção Tardia, Família Acolhedora, Varas de Adoção, Pretendentes e Acolhimento, com palestrantes de tribunais de quase todo o país.

A participação de Rondônia começa às 16h45, horário local, com o convite do TJRJ. O juiz Sergio Luiz Ribeiro de Souza, do Rio de Janeiro, convida a juíza Euma Tourinho, titular da Vara de Proteção à infância e Adolescência da Comarca de Porto Velho, para falar sobre “Adoção de crianças maiores ou com perfis especiais”. Logo depois, a magistrada convida o juiz Iberê Castro, do TJSP, para falar sobre adoção de adolescentes.

Dia Nacional da Adoção

A data foi comemorada pela primeira vez, em 1996, no I Encontro Nacional de Associações e Grupos de Apoio à Adoção. Mas foi apenas em 2002, por meio da Lei 10.447, que ela foi instituída e a sua mensagem passou a ganhar a devida importância.

De acordo com dados do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) da Corregedoria Nacional de Justiça, em 20 de maio deste ano, havia 5.060 meninos e meninas aptos à adoção, no Brasil. Na outra ponta figuravam 36.438 pretendentes disponíveis — pessoas que sonham exercer a paternidade e a maternidade, mas que decidem aguardar às vezes por anos na fila de adoção, por optarem por adotar apenas recém-nascidos.

Essa e outras preferências — como o sexo, a cor da pele e a saúde do menino ou da menina — fazem a fila andar lentamente. Enquanto isso os anos passam, e quanto mais o tempo escorre, mais difícil a chance de uma criança ser adotada.

É para tentar alterar esse cenário, reforçando as iniciativas para levar conscientização à sociedade sobre o tema, que os tribunais de todo o País se mobilizam, naquela que é chamada de Semana Nacional de Adoção, incentivando o debate sobre o tema.

Adoção Necessária

Os magistrados falam sobre temas relacionados à “adoção necessária”. Hoje, um dos desafios do nosso país é conscientizar a comunidade sobre o que é e como fazer com que esse perfil de adoção alcance o interesse dos pretendentes a pais cadastrados no Sistema Nacional de Adoção. Recebe esse nome justamente por compreender a adoção de crianças maiores e adolescentes, a adoção de grupos de irmãos e adoção de crianças/adolescentes com uma condição especial de saúde.

Abaixo, o relato de Rainá sobre o tema. Ela e o marido Paulo adotaram Moisés, Samuel e Luiz Davi.

“Em nossas vidas a adoção necessária surgiu após uma série de outros eventos. Conhecemos nosso filho do meio (Moisés) pelo apadrinhamento afetivo (programa criado para suprir a necessidade de convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes com remota possibilidade reinserção familiar ou colocação em família adotiva). Entrou no programa por ter uma condição especial de saúde (autismo). No decorrer do apadrinhamento convivemos com seus irmãos que estavam abrigados junto com ele e chegou um momento que percebemos que estávamos diante dos nossos filhos. Procuramos a Vara da Infância e da Juventude e passamos por um rigoroso processo de preparação, que, ao final, resultou na adoção dos nossos Luiz Davi, Moisés e Samuel.

Adotar grupo de irmãos é respeitar o amor, a história e a vinculação existentes entre eles e poder fazer parte dessa história. É muito bom! Sobre adotar um filho com condição especial de saúde, de maneira alguma vivenciamos um desafio. É sim, um privilégio. Sim, também é ter acesso diariamente à fonte mais pura do amor. É celebrar em família com muita festa cada conquista, por menor que pareça ser aos olhos de quem enxerga de fora. É aceitar de forma aberta e segura a natureza do filho e o seu desenvolvimento. Quando as pessoas compreenderem o sentido real da palavra ‘filho especial’, não enxergarão mais limitações, somente a beleza”.

Analisando toda nossa caminhada percebemos que apadrinhamento afetivo foi só uma forma que o universo encontrou para promover o nosso encontro com os nossos filhos. Nos sentimos eternamente gratos pela oportunidade de sermos pais deles.

Gostaríamos muito que outras famílias se abrissem para a possibilidade de vivenciar esse amor incondicional, que também é possível encontrar nas adoções necessárias.”

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Comunicação TJ-RO