Ao invés de aumento, o consumidor de Rondônia terá, doravante, redução do preço do quilowat

BRASÍLIA  –  O alvoroço dos que fazem de qualquer questão do cotidiano ponto de partido para ganhar espaço político na sociedade foi grande, mas o tiro saiu pela culatra. O assunto do dia nesta segunda-feira foi a reunião da Agência Nacional de Energia Elétrica para avaliar um pedido de reajuste extraordinário na tarifa de energia elétrica em Rondônia, conforme previsto no contrato de desestatização da extinta Ceron ou Eletrobras-Rondônia.

Mas, ao invés de aumento, o consumidor de Rondônia terá, doravante, redução do preço do quilowat.

Com a decisão da Aneel na manhã desta terça-feira, a conta de luz dos consumidores residenciais de energia elétrica de Rondônia vai cair 0,78% a partir da próxima sexta-feira (13/12), seguindo determinação aprovada pela diretoria da ANEEL nesta terça-feira (10/12).

Com isso, a tarifa por MW/hora para as residências no Estado cairá dos atuais R$ 581,37 para R$ 576,82.

A ANEEL aprovou o reajuste anual das tarifas da Energisa Rondônia, que atende 639 mil unidades consumidoras localizadas no estado do Acre. Os índices variam de acordo com o tipo de consumidor. Para quem recebe energia em alta tensão, como as indústrias, por exemplo, a redução será de 0,27%.

Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço.

Confira abaixo os índices que serão aplicados às contas de luz dos consumidores:

O pagamento antecipado do empréstimo da Conta ACR contribuiu para a redução da tarifa da distribuidora em cerca de – 5,42%.A Conta-ACR foi um mecanismo de repasse de recursos às distribuidoras para cobertura dos custos com exposição involuntária no mercado de curto prazo e o despacho de termelétricas entre fevereiro e dezembro de 2014.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A1 (>= 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda); B2 (Rural: subclasses, como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural, serviço público de irrigação rural); B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio); e B4 (Iluminação pública).

Mais informações sobre reajustes tarifários aqui.

Com informações da Aneel