BRASÍLIA – A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começou nesta terça-feira (7) denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em um dos inquéritos da Operação Lava Jato. Além do senador, duas pessoas ligadas a ele também foram denunciadas. Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Raupp se tornará réu no processo.

Fazem parte do colegiado o relator, Edson Fachin, e os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Celso de Mello.

De acordo com a denúncia, o parlamentar é acusado de receber R$ 500 mil em doações eleitorais de uma empreiteira investigada na Lava Jato. Para os procuradores, o valor tem origem em desvios de contratos da Petrobras.

Desde o início das investigações, o senador sustenta que a doação, feita ao diretório estadual do PMDB de Rondônia em 2010, foi legal e aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral e pelo Tribunal Superior Eleitoral.

BR-364

O senador Raupp cobrou do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes rapidez na recuperação de diversos trechos da rodovia BR-364. “É necessário que o DNIT agilize o processo de licitação de restauração de toda a rodovia federal”, disse ele, em audiência com o diretor executivo do órgão em Brasília, Ralpher Luiggi.

Segundo o senador, a conclusão do processo licitatório deve demorar entre 60 e 90 dias. A operação de emergência pode ser executada com o tapa-buraco é uma maneira de amenizar a situação crítica da rodovia, o que vem causando acidentes com mortos e feridos.

Para Raupp, o atraso é insuportável.
Print Friendly, PDF & Email