PORTO VELHO – A Campanha da Fraternidade, que desde 1961 é realizada anualmente pela Igreja Católica, apesar de ter um período mais forte de debates e discussões iniciando na quarta-feira de Cinzas e até ao domingo de Páscoa, não se destina apenas aos 40 dias da Quaresma. “Ao propor um tema da Campanha a CNBB pretende que o debate e as ações daí decorrentes continuem durante todo o ano e até mesmo caminhem mais adiante”, explicou o padre João Marcos, coordenador de pastorais da Arquidiocese de Porto Velho.

Ele lembra, por exemplo, que a campanha deste ano, com o tema Biomas Brasileiros e Defesa da Vida, é uma espécie de sequência da CF 2016, cujo tema foi Casa Comum, Nossa Responsabilidade.

Padre João Marcos

Padre João Marcos  destaca que, como todas as outras CFs, a deste ano também tem seus desdobramentos, lembrando que o lema de 2017 é uma passagem de Gênesis, Cap 15: “O Senhor Deus colocou o homem no Jardim do Éden para cuidar dele e cultivá-lo”.

“O cartaz da Campanha deste ano mostra os diversos biomas brasileiros, assim como pretende desperta o homem para a obra de Deus, trazendo não só os cristãos, mas também as pessoas as mais diversas para se comprometerem de contribuírem para o lema “Cultivar e guardar a criação”, lembra o religioso.

Em seguida, ele cita que a campanha deste ano tem muito a ver com a Encíclica Laudato Si Mi Signori – Louvado Seja o Meu Senhor,  que trata sobre o meio ambiente e a necessidade do cuidado com toda a criação, nossa ‘casa comum’, no caso representando a necessidade dechamar atenção para a questão do saneamento básico no Brasil e sua importância para garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida para todos, “o que muito tem a ver com os biomas”, frisou o padre.

LÚCIO ALBUQUERQUE