Aqui serve sopa de feijão? Intão pó butá.
Então, pode me servir.

Ele é diretor da escola e conhece um bucado de gente.
Conhece muitas pessoas.

Quanto eles têm pra ponte, Altevir? – R$ 1 milhão.
Puis eu vô butá três trator lá.
Pois eu vou colocar três tratores lá.

Bote um pouco pra eu prová.
Coloque um pouco para eu provar.

Butô inté no jornal.
Publicou até no jornal.

Ele butô quente, Edivaldo.
Mandar bem, arrasar, destruir, se garantir, desenrolar.


[Parte do meu futuro livro Ao meo Dia, no qual descrevo o jeito nortista e nordestino de falar.  Captei ainda o linguajar do cotidiano de Rio Branco (AC), Porto Velho (RO), capitais que alimentam miscelânea de sotaques, destacando-se o modo de falar desta parte do grande norte brasileiro e o dos migrantes nordestinos.
Adicionei-lhes um pouco do falar paraibano, pernambucano, natalense, piauiense, cearense, fluentes em todos os quadrantes do Distrito Federal, onde morei dez anos e ouvi a maior parte das conversas que me forneceram matéria-prima.
Eles ditam regras, com cacófatos, pleonasmos, verbos conjugados pela metade ou misturados e palavras às vezes alteradas].