Alguns dizem que o apelido Becão é em função de sua aparência física, muito alto, e também quando jogava como zagueiro de área

PORTO VELHO – Árbitro de futebol por acaso, o respeito que atletas, torcedores e dirigentes tinham quando ele era indicado para dirigir uma partida, fosse de um campeonato de peladas até jogos difíceis do campeonato rondoniense ou no extinto torneio de campeões da Amazônia, o portovelhense Lourival Domingos Lopes, o Becão, apelido que alguns dizem ter sido oriundo de sua aparência física, muito alto e também quando jogava, como zagueiro de área, ele pegou no terça-feira, 8, o “expresso da meia-noite”.

Becão era apaixonado pelo futebol, mais precisamente pela arbitragem, onde iniciou quando foi assistir uma partida entre dois times, o Kalifa e o Fortaleza, de um torneio chamado “Perna de Pau” e, talvez porque os dirigentes não tinham um árbitro para dirigir a partida e poderia ser preciso pulso forte, optaram pelo torcedor, abrindo assim uma nova janela na vida do apaixonado pelo “esporte bretão”.

Peladeiro da Baixa da União, Becão aprimorou ali o aspecto de liderança que manteve em todas atividades que desenvolveu, especialmente na área esportiva, o que gerou uma ligação muito forte, além da arbitragem, com o próprio futebol, onde ocupou diversas funções. Foi presidente do sindicato dos árbitros, diretor do futebol amador da Federação de Futebol de Rondônia, técnico do Cruzeiro-RO, Flamengo-RO, Moto Clube-RO, Ferroviário, administrador do complexo desportivo Deroche Pequeno Franco, do ginásio Cláudio Coutinho e administrador do estádio Aluízio Ferreira (Aluizão), por oito vezes.

Merecedor de todas homenagens que o esporte pode proporcionar, Becão faleceu vítima de complicações geradas por um câncer e covid 19, indo encontrar, na estação do “expresso da meia noite” com alguns desportistas que com ele atuaram como os jornalistas João Tavares e Miguel Silva, o técnico Walmir Miranda e outros.