“Do que você tem mais medo neste início de ano letivo?”, perguntou ontem um repórter do expressãorondonia.com.br

PORTO VELHO – “Do que você tem mais medo neste início de ano letivo?”, perguntou ontem um repórter do expressãorondonia.com.br a alguns pais quem estavam levando seus filhos para o primeiro dia de aula em escolas públicas, e para surpresa do site, um dos itens mais citados tem muito a ver com o tempo quer vai durar o próprio ano escolar: a possibilidade de haver paralisação das aulas em razão de greves dos servidores.

Funcionária da van auxilia menina a embarcar em frente ao Colégio Santa Marcelina, no Bairro Embratel, em Porto Velho

Itens como insegurança é presente em todas as vezes que se fala do assunto, seja em grupos sociais, reuniões de amigos ou nos colégios, inclusive em salas de aulas ou dentro das escolas, com as respectivas queixas de que falta uma presença mais efetiva dos órgãos de Segurança Pública para evitar até elementos que aliciam jovens para as drogas ou outro crime qualquer. Mas a questão das greves não é citada naquelas discussões. “Quando acontece uma greve, ainda que realmente seja buscando benefício para os professores e funcionários” disse o comerciário Manoel Pereira pai de duas adolescentes numa escola do Bairro Areal.

Na porta de um colégio na zona sul, a preocupação com a possibilidade da deflagração de uma greve voltou a aflorar, com abordagem um pouco diferenciada. Uma mulher, que não se identificou alegando ser funcionária de uma escola pública, disse que “às vezes pode ser que seja uma greve política, e neste ano, com eleição municipal, quem sabe?”

Caso haja greve, outras questões foram levantadas pelos entrevistados. Como lembrou uma mãe na porta do Duque de Caxias. “Já teve caso que até minha viagem de férias acabou não acontecendo por causa de uma greve”, mas ela própria aliviou, dizendo que “muitas vezes quando o interesse real é do trabalhador, a demora do governo ou da prefeitura em encontrar o caminho da melhor negociação acaba fazendo com que as aulas se estendam ou então, num sacrifício para professores e alunos, com aulas aos sábados e o ano escolar sendo aplicado de forma corrida”.

Fonte: www.expressaorondonia.com.br