Tanques circulares fabricados pela Manso Aquicultura /Foto Divulgação

PORTO VELHO – As duas margens do Rio Madeira têm lagos com potencial produtivo de 850 mil toneladas de peixes por ano, quase o mesmo do Chile, um dos maiores produtores de salmão do mundo, no Oceano Pacífico. Logo, irá superar o volume chileno, que é de 900 mil t/ano.

Ocorre que aquele país sul-americano captura apenas o salmão, enquanto Rondônia explora tambaquis, tucunarés, dourados e outras espécies. A estimativa deste estado faz parte dos estudos da Agência Nacional de Águas (ANA).

“E o salmão foi adaptado ao Chile, da cor à ração, o que diferencia a produção daquele país da amazônica, que é nossa”, comentou ao Expressão Rondônia o empresário e tecnólogo em gastronomia e Manoel Padilha Cunha Júnior, diretor da empresa Manso Aquicultura, de Cuiabá.

Ele lembrou que cerca de 70% do salmão consumido no mundo não é pescado no mar, mas, sim, criado em viveiros. Na natureza, o salmão nasce em água doce, migra para o oceano quando chega a primavera, e retorna à água doce na hora de se reproduzir. Já na criação em cativeiro, a vida do peixe é diferente.

Manso Aquicultura é a primeira empresa especializada no Brasil a fabricar, comercializar e instalar tanques-rede de grande volume, para peixes nativos e tilápia.

Na tarde de terça-feira (7), Padilha foi recebido na sede da Federação das Indústrias de Rondônia, em Porto Velho, pelo presidente Marcelo Thomé, e pelo superintendente da entidade, Gilberto Baptista.

“Nosso objetivo e serviços contemplam a transformação do modelo. Temos todos os conceitos básicos para obter boa produção, a começar pelos lagos de hidrelétricas Jirau e Santo Antônio”, explicou.

Padilha quer contribuir para atrair investimentos a Rondônia. Um de seus argumentos resume-se à qualificação do estado na conquista de novos mercados: “A melhor ração do mundo, à base de proteínas vegetais está aqui, literalmente na porta de casa”.

Ele sugere o máximo aproveitamento de lagos e peixes nativos amazônicos. Nesse aspecto, acredita no projeto corporativo que pode levar investidores a Rondônia. “Quando se pensa em investimento para os próximos 20 anos no agronegócio brasileiro, a aqüicultura é a atividade com mais possibilidades de evolução, e foi pensando nisso que a Manso foi constituída”.

“O mínimo que o empresário deseja, se para cá vier, é dispor de mão de obra qualificada, melhores áreas de produção, usufruir de plantas frigoríficas. Aos fabricantes de tanques-rede, nosso caso, aliam-se caminhões de despesca, fabricantes de insumos e outros agregadores”, acrescentou.

TANQUES QUALIFICADOS

  • O empresário apresentou à Fiero o fôlder da empresa, no qual o diretor técnico Francisco Medeiros lembra que durante alguns anos o grupo estudou, no País e no Exterior, técnicas necessárias para fazer da aqüicultura “um negócio mais potente, sólido e inovador no Brasil”.
  • Tanques com estruturas de aço galvanizado, modulares, por exemplo, são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “Eles têm praticidade e agilidade”, comenta Padilha.
  • Já os tanques com estruturas PEAD [polietlieno de alta densidade] são circulares, de alta densidade, resistentes e mais flexíveis, adaptando-se melhor às condições adversas de vento e onda. A empresa oferece assistência técnica.

 Conheça o vídeo institucional da Manso Aquicultura

 MONTEZUMA CRUZ E CARLOS ARAÚJO