PORTO VELHO - Desde que decidiu não renunciar ao governo, em abril, Marcos Rocha permaneceu no cargo. Mas, politicamente, parece ter abandonado o governo. A máquina administrativa segue funcionando por inércia. Secretários administram conforme suas próprias conveniências e prioridades. Falta uma orientação política clara. Falta comando. Falta a impressão de que existe alguém segurando o leme. É nesse vazio que ganha força a atuação institucional do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Alexandre Miguel, terceiro na linha sucessória. O segundo, o vice-governador, rompido com Rocha, decidiu não assumir o governo. A fotografia é quase surrealista: o governador está no Palácio, mas o poder parece ter adquirido vida própria.
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Há uma diferença fundamental entre ocupar o governo e…