JUÍNA (MT) - Nos anos 1980, esta cidade no Norte, o Nortão de Mato Grosso, que faz limite com Rondônia na região de Vilhena, foi palco de uma verdadeira corrida por diamantes. Garimpeiros de todo canto vinham tentar a sorte nas minas da região. Agora, a fantástica história de um diamante avaliado em 20 milhões de dólares, de uma foto nunca antes vista, de um homem que poucos conheciam, e de um dinheiro que até hoje gera especulações, mas cujo verdadeiro destino quase ninguém sabe.
Uma história que virou lenda
Apesar da maioria dos diamantes de Juína serem classificados como industriais – usados principalmente por grandes indústrias, como a aeronáutica – a produtividade do local era altíssima.
Dentre os muitos garimpos, dois se destacavam: o do povoado conhecido como “180” (povoado entre Juína e Vilhena), e o do “Arroz”. O trabalho era pesado, braçal, e nem sempre bem recompensado.
Geralmente, os garimpeiros trabalhavam 15 dias seguidos, depois iam para Juína, gastar o pouco que sobrava em festas. A cidade era cheia de hotéis que hospedavam compradores de diamantes.
Mas uma figura em especial marcou essa época: o “Negão da Anta” – esse era o apelido do garimpeiro ...













































