PORTO VELHO – Conforme previu a reportagem do expressaorondonia em matéria deste domingo, o ex-secretário de Saúde Williames Pimentel e seu operador financeiro Álvaro Paraguassu se apresentaram nesta segunda-feira à delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e foram presos. À boca pequena, ouviu-se no fim de semana em vários pontos da cidade que os dois passaram os últimos dias juntos, em empreendimentos que têm em sociedade na área rural.

O site rondoniagora, que tem noticiado com exclusividade as ações da Polícia Civil nesta operação, fazendo a cobertura desde o início, também foi o primeiro a ser avisado da apresentação do ex-secretário e seu operador financeiro.

No fim de semana, a reportagem do expressaorondonia procurou ouvir a repercussão da prisão dos ex-secretários e escutou muita gente revoltada coma prisão de Luís Eduardo Maoirquim, sobretudo, gente da área de saúde que conviveu ou convive com ele. Em contraponto, não ouviu uma única dúvida ou defesa em relação ao ex-secretário Williames Pimentel. Muito pelo contrário. Algumas pessoas até se manifestaram no grupo de whatsapp.

Pimentel e Paraguassu estavam com a prisão provisória decretada pela Justiça, acusados por suposto envolvimento em esquema de corrupção envolvendo irregularidades em transporte de pacientes por parte de aeronaves da Empresa Rima Aero Táxi, descoberto na Operação Pouso Forçado.

Como Pimentel é advogado, requereu a transformação da prisão provisória em prisão domiciliar, para ficar os cinco dias em sua própria residência. Ele impetrou habeas corpus no Judiciário.

O ex-secretário e seu ex-diretor financeiro eram os únicos suspeitos que ainda não haviam sido presos.

No sábado, a Justiça mandou soltar sete das 11 pessoas detidas na operação Pouso Forçado, na manhã de sexta-feira. O diretor geral da Polícia Civil, Samir Fouad, confirmou que o mandado de prisão contra o ex-secretário de Saúde Williames Pimentel, continuava em aberto.

No dia da deflagração da Operação foram presos Diana Pereira de Souza (enfermeira), Domitilia dos Santos Fideles de Moraes (enfermeira), Eliana Silvestrini de Andrade (Ex-gerente TFD), Gilberto dos Santos Scheffer (Empresário), Gleense dos Santos Cartonilho (Biomédica), Ieda Soares de Freitas (Fundo Estadual de Saúde), Luís Eduardo Maiorquim (médico e ex-secretário adjunto de Saúde), Maria do Socorro Rodrigues da Silva (ex-secretária adjunta de Saúde), Rosimar Gonçalves Viana Xavier (assessora especial da Sesau), Rozenita Alves Postigo (assessora da Sesau) e Tiago Ramos Pessoa (assessor Sesau).

Das quatro pessoas que continuam presas em Porto Velho, estão o também ex-secretário de Saúde, Luis Eduardo Maiorquim, e o sócio da empresa aérea Rima, Gilberto dos Santos Schefer. Essa empresa é investigada por suspeita de irregularidades no contrato com a Secretaria de Saúde.