PORTO VELHO – Duvideodó que o PDT tenha coragem de expulsar as deputadas Sílvia Cristina, Tábata Amaral e outros seis parlamentarem que deram uma banana ao discurso do atraso e votaram pela modernização da previdência brasileira. O motivo é simples: a redução no tamanho da bancada implica, necessariamente, em menos dinheiro do fundo partidário no caixa do partido. E como – pelas suas próprias declarações quando ministro da então presidente Dilma – todo mundo já sabe do que gosta o cacique Carlos Lupi, morubixaba do partido, a conclusão é lógica. Terão de aprender a conviver com quem pensa diferente.

Se abrir mão de parlamentares como Sílvia e Tábata, elas serão imediatamente disputadas por várias outras legendas. Já estão sendo disputadas por várias siglas.

O comportamento da deputada federal Sílvia Cristina (PDT-RO) durante a votação do texto-base da proposta de Emenda Constitucional da reforma do regime de previdência brasileiro demonstra que ela tem luz própria e não teme enfrentar ameaças quando o assunto e fechar com suas convicções. A jornalista, radialista e ex-vereadora de Ji-Paraná já deu mostras de sua personalidade mesmo antes de assumir o mandato, quando, no segundo turno das eleições em Rondônia, fechou com o candidato bolsonarista – coronel Marcos Rocha – contra as probabilidades imaginadas por todos.

Agora, a estreante de Rondônia no Congresso Nacional mostra novamente, durante a votação da Reforma da Previdência, que não tem medo de cara feia, nem vota para agradar os caciques de seu partido. Vota naquilo que ela imagina ser o melhor para o Brasil, independentemente de quem seja o ocupante da cadeira número um do Palácio do Planalto.

Independente de observações que se possa fazer em relação à deputada Federal Sílvia Cristina – algumas, por intere$$es outras por preconceito e inveja mesmo – ela vem representando bem os rondonienses no parlamento federal.

Sílvia não deu bola para as ameaças dos coronéis do atraso Carlos Lupy e Ciro Gomes – morubixabas do PDT – que ameaçaram aqueles deputados que votassem pela aprovação da reforma. Votou com sua consciência, pois sabe que, se não forem implementadas as reformas – não só a da previdência – o pais é candidato a virar uma Grécia bem rapidinho.

Ao lado da jovem deputada federal Tabata Amaral, de São Paulo (também do PDT) correram o risco de serem expulsas do partido, mas preferiram manter a coerência e ficar com a consciência tranquila.

Continue assim, Sílvia!

Carlos Araújo