PORTO VELHO – Uma má notícia no mundo da política, foi confirmada essa semana: o Partido Novo, uma das grandes esperanças na renovação na vida pública brasileira, não vai participar das eleições municipais, em nenhum dos 52 municípios de Rondônia. Isso mesmo! O partido, comandado nacionalmente por João Amoêdo que, aliás, teve votação surpreendente na disputa pela Presidência da República, criou uma cota mínima de associados/contribuintes em cada cidade brasileira: pelo menos 150 membros em cada diretório municipal.

Advogado Fabrício Jurado, a expressão do Novo em Rondônia, e o presidente nacional João amoedo

Cada um dos componentes do partido teria que participar com a quantia, bastante pequena, de apenas 29 reais. Só nas cidades em que houvessem pelo menos uma centena e meia de pagantes (já que o partido não aceita usar dinheiro público e não toca no Fundo Partidário), o Novo terá candidatos tanto à Prefeitura quanto à Câmara e Vereadores. Não conseguiu esse número nem em Porto Velho (onde os participantes do diretório chegaram a apenas 70 adeptos) e em nenhuma das cidades do Estado. Ou seja, a sigla de Amoêdo só voltará a ter candidaturas próprias em 2022, para o Congresso, Assembleias e Governos dos Estados. Com isso, há um grande risco do partido acabar se esvaziando. Partido que não disputa eleição, normalmente não tem futuro.

OITO DOS DEZ DESTAQUES SÃO DO NOVO

Desde que se soube da situação do Novo, uma das suas principais novas lideranças no Estado e especialmente na Capital, exatamente por ter se destacado no Partido Novo, o advogado Fabrício Jurado, não consegue mais viver em paz. Tem sido assediado por dirigentes de várias siglas, para que opte por alguma delas e dispute a eleição do ano que vem na Capital. Ele já foi convidado para pilotar uma chapa para a Prefeitura; já o foi para ser parceiro de chapa, como vice e também tem recebido várias propostas para disputar uma vaga na Câmara de Vereadores.

O advogado ainda não tomou sua decisão, mas não deixa de cogitar a perspectiva de ser candidato por outro partido, que não o Novo, que ele ajudou a fundar e onde se destacou, por aqui. Fabrício sempre fala com entusiasmo no Novo, embora tenha ficado frustrado, é claro, pelo partido não ter conseguido chegar às suas metas, em termos de número de componentes em todo o Estado.

Ele lembra, por exemplo, que dos 10 deputados que mais se destacaram até agora na Câmara, oito são do Novo. E que o governador que o partido elegeu, Romeu Zema, em Minas Gerais, já tem aprovação de 61 por cento, pela boa administração que vem fazendo. O Novo tem boas ideias e ótimos projetos de renovação. O que lhe falta é gente que queira entrar para a política e não viver perto dos cofres públicos…

Por: Sérgio Pires